A exumação dos corpos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas está ocorrendo nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, no Cemitério Primaveras I, em Guarulhos (SP), quase três décadas após o acidente aéreo que vitimou o grupo em 2 de março de 1996, no auge de sua carreira.
O procedimento, que começou por volta das 13h com os portões do cemitério fechados ao público e acesso restrito aos familiares, foi motivado por uma decisão conjunta dos parentes dos músicos.
Segundo relatos de um parente presente ao local, os restos mortais de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli serão reunidos durante o processo para, posteriormente, serem cremados.
Parte das cinzas geradas pela cremação será acondicionada em urnas individuais para preservação, enquanto outra parcela deverá ser usada na criação de um memorial ambiental no próprio cemitério.
A intenção das famílias é implantar o chamado Jardim BioParque Memorial Mamonas, um espaço que mescla homenagem e sustentabilidade, no qual as cinzas transformadas em adubo servirão para o plantio de árvores em memória dos artistas.
O projeto, anunciado pelos familiares e pelas redes sociais do cemitério, integra o conceito de ressignificação da memória do grupo, buscando simbolizar a continuidade da vida por meio da natureza.
De acordo com as informações disponíveis, cada árvore plantada no espaço memorial terá identificação e poderá ser associada à história dos músicos, criando um ponto permanente de lembrança para fãs e visitantes.
A exumação ocorre em um momento simbólico, às vésperas dos 30 anos da tragédia que interrompeu de forma abrupta a trajetória de uma das bandas mais emblemáticas do rock brasileiro dos anos 1990.
Naquele acidente aéreo, ocorrido na Serra da Cantareira, na zona norte de São Paulo, além dos cinco músicos morreram também o piloto, copiloto e outros membros da equipe que acompanhavam o grupo.
O impacto cultural dos Mamonas Assassinas foi significativo durante sua breve carreira, com músicas como “Brasília Amarela”, “Sabão Crá-Crá” e “Pelados em Santos” marcando o cenário musical brasileiro.
Por décadas, o local de sepultamento dos integrantes foi um ponto de peregrinação para admiradores, que frequentavam o cemitério para prestar homenagens e relembrar a trajetória dos artistas.
A decisão de promover a exumação e a posterior cremação com aproveitamento das cinzas em um memorial ambiental foi tomada por consenso entre as famílias, conforme apurado por publicações especializadas.
Segundo relatos de familiares, o objetivo é construir um espaço que permita aos fãs “encontrar-se” com as memórias do grupo, mantendo viva a lembrança de sua contribuição à cultura musical brasileira.
A maior parte das cinzas deverá permanecer guardada nos túmulos originais, enquanto apenas uma fração será utilizada no plano de plantio de árvores, garantindo que o local de descanso continue acessível para visitação.
A iniciativa de criar um jardim memorial também reflete um movimento mais amplo de homenagear artistas após suas mortes por meio de projetos que unem memória, cultura e meio ambiente.
A exumação marca um capítulo inédito na história pós-morte dos Mamonas Assassinas, gerando grande repercussão na mídia e nas redes sociais, com vídeos e imagens da cerimônia circulando online neste fim de semana.
A cerimônia foi conduzida com discrição, respeitando os pedidos de privacidade dos familiares, e não há informações oficiais sobre a presença de autoridades ou figuras públicas no local.
Até o momento, não foi divulgada a data prevista para a cerimônia de plantio das árvores ou a inauguração oficial do memorial, que deverá ser um ponto de encontro para admiradores do legado dos músicos.
A ação ocorre em um momento de intensa lembrança e homenagens por parte de fãs e da imprensa, que relembram a importância do grupo na música brasileira e o impacto de sua trajetória interrompida prematuramente.
Especialistas em cultura popular avaliam que o espaço memorial pode se tornar um ponto de referência para estudos sobre memória musical e sobre como sociedades lidam com a perda de ícones culturais.
O procedimento de exumação dos restos mortais dos integrantes dos Mamonas Assassinas é, portanto, entendido como um gesto que combina reverência, inovação e preservação da história de um fenômeno artístico que ainda mobiliza fãs quase 30 anos depois de sua primeira e única trajetória completa.

