SP tem redução de 75% nas internações pediátricas por doenças respiratórias

O governo de São Paulo vem tomando decisões em conjunto com as prefeituras, especialmente com a capital, onde os números de casos confirmados do novo coronavírus são os mais altos em todo o estado.

Com as medidas adotadas, a Secretaria de Saúde divulgou a redução de 75% nas internações pediátricas, causadas por problemas respiratórios.

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A estratégia do distanciamento social, é a principal razão na redução de casos. O governador João Doria estabeleceu com os municípios, a decisão de seguir as orientações que estão sendo aplicadas mundialmente, por todos os países que adotaram as recomendações divulgadas pela Organização Mundial de Saúde, OMs, que alerta sobre a importância de todos os governos estarem trabalhando para  “achatar a curva” do Covid-19.

O pediatra Marco Aurélio Sáfadi, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), falou sobre doenças respiratórias em crianças disse;

“Normalmente, a ‘temporada de bronquiolite’ vai até junho, com pico em abril. Nós ainda queremos esperar os próximos dois meses para terminar a análise, no entanto, os dados preliminares já mostram que somente em abril tivemos uma redução de aproximadamente 75% de atendimentos nos Pronto Socorros e internações hospitalares na cidade de São Paulo”.

O levantamento sobre a redução de internações pediátricas respiratórias para estimativas de crianças de 2 anos, englobando hospitais da rede pública e privada na cidade de São Paulo, sendo os maiores casos de internação por bronquite.

“Com isso, já podemos ter uma noção do impacto do distanciamento social. Sabemos que as doenças respiratórias da infância se dão, principalmente, pelo contato direito entre as crianças. Elas são vetores. 

A bronquiolite, por exemplo, é uma doença grave que requer internação. Portanto, é uma redução muito positiva. É uma prova de que o isolamento tem um efeito”, disse o pediatra.

“Ele tem causado fenômenos incríveis, inclusive a questão do ar que teve uma melhora recente por conta da redução do número de carros em circulação. Sabemos que não é possível manter as crianças fora das escolas para sempre, mas é algo que deve ser levado em conta”, explicou o pediatra Marco Aurélio Sáfadi.

O pediatra ainda falou sobre as novas ações de atendimento que estão dando resultado, uma delas é o recurso da telemedicina; “O estudo está sendo realizado em São Paulo, mas acreditamos que se trata de um fenômeno geral, onde há a suspensão do funcionamento de creches e escolas”, concluiu.

Créditos: Revista Crescer

Written by Silvia Cardoso Souza

Professora Silvia, dou aulas no periodo vespertino e escrevo noticias nos sites da rede Maetips. Mãe de dois meninos, Lucas e Renato de 6 e 12 anos. Sejam muito bem vindos.

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