Secretário Felipe Curi fala sobre a megaoperação do Rio: “ O CV c*rtou a cabeça e buscou c*rpos com veículos roubados para atrair a imprensa”

O que o Secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou não é apenas sobre crime, mas sobre o uso sofisticado da violência como arma de propaganda. O Comando Vermelho (CV) não está apenas cometendo assassinatos; está produzindo notícias falsas com a matéria-prima mais chocante: corpos.

A investigação aponta para uma tática sinistra: criminosos usam carros roubados para mover corpos e, pior, manipulam as cenas de crime de maneira brutal.

O objetivo é claro e perverso: atrair a imprensa e criar uma narrativa de horror que culpe o Estado.

Decapitar vítimas e causar novas lesões para parecer que os policiais executaram é a prova de que o CV entende o poder da imagem na guerra urbana.

Eles não estão preocupados com a lei; estão preocupados com a opinião pública. O corpo mutilado é um cartaz de protesto contra a polícia.

Esta é a essência da guerra híbrida: o confronto não se dá apenas com tiros, mas com a manipulação da percepção e da emoção da sociedade.

O CV, ao montar esses cenários de barbárie, transforma a comunidade e a mídia em cúmplices involuntários de sua estratégia de desinformação.

O questionamento do secretário — “Quem disse que foi a polícia que fez isso?” — toca no ponto nevrálgico: o tráfico cria a evidência de brutalidade policial.

A facção sabe que o horror vende manchete mais rápido do que a verdade técnica de uma operação planejada.

Ao simular execuções, o CV tenta inverter os papéis: os criminosos armados se vestem de vítimas e os policiais que agem com base na lei são transformados em assassinos.

Essa tática visa desmoralizar as forças de segurança e garantir que qualquer operação futura seja recebida com desconfiança total, tanto pela mídia quanto pelos órgãos de direitos humanos.

O que está em jogo é o controle da narrativa. Se o CV consegue fazer o público questionar quem é o verdadeiro algoz, ele vence uma batalha de propaganda vital.

A declaração do secretário Curi de que a operação foi baseada em inteligência refuta a narrativa simplória de “chacina”. Mas a cena manipulada, com a sua carga emocional, é mais difícil de ser desfeita.

Essa estratégia de usar a morte como espetáculo mostra que o CV tem um entendimento cínico e profundo da dinâmica de cobertura jornalística em áreas de conflito.

O ônus da prova se inverte: a polícia precisa provar que não cometeu a atrocidade, mesmo que a cena tenha sido montada pelo inimigo.

O caso exige que a imprensa adote um ceticismo radical ao cobrir fatalidades em operações, indo além das primeiras imagens e investigando a fundo a origem da violência.

O crime organizado usa o sofrimento e a morte para criar uma cortina de fumaça que impede a polícia de mostrar o sucesso de sua inteligência e planejamento.

O CV está testando os limites da sociedade. Se aceitarmos a manipulação de corpos como tática de guerra, abrimos mão da nossa capacidade de distinguir a verdade.

Essa revelação é um chamado urgente para que se reconheça que o tráfico não é apenas um negócio; é uma organização terrorista que usa o pavor para impor sua lei.

O verdadeiro desafio da segurança pública no Rio é vencer a guerra da informação, desmantelando não só os fuzis, mas o roteiro de manipulação que transforma a violência em arma política.

A lição final é cruel: no front carioca, a verdade é a primeira vítima, e o corpo é o último e mais eficaz instrumento de propaganda do tráfico.

Será que o Rio de Janeiro está preparado para lidar com um inimigo que usa a barbárie como estratégia de comunicação?

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