Recém-nascido sofre traumatismo após duas horas sob os cuidados do pai

No primeiro dia de volta ao trabalho depois da licença maternidade a mãe recebeu a pior notícia possível: seu bebê estava no hospital com traumatismo craniano depois de ficar aos cuidados do pai

Um momento delicado da vida da mulher que teve filho a pouco tempo, é o fim da licença-maternidade, a volta a vida profissional representa o momento difícil de confiar a vida do bebê a outra pessoa.

A norte-americana Angie Setlak, 36, passou o pior momento de sua vida, justamente no primeiro dia de volta ao emprego.

Logo em seguida voltou ao serviço a mulher recebeu uma mensagem do pai da criança perguntando se ele “poderia matar o bebê”. Em seguida, precisou correr para o hospital porque o bebê não estava respirando.

O casal que morava em Seattle, Washington, viva uma relação conturbada, Angie havia descoberto uma traição do marido e isso a afetou psicologicamente e fisicamente.

O bebê nasceu prematuro.

“Xavier nasceu quatro semanas mais cedo por que ele não estava crescendo. Seu pai não era fiel a mim e isso estava afetando minha pressão arterial e, portanto, o bebê”, contou a mãe, ao site Love What Matters.

Mesmo com a gestação cheia de estresse e brigas entre o casal, a criança nasceu totalmente saudável.

“Ele ficou lá (no hospital) por 16 dias e, então, chegamos em casa. Passei 3 meses perfeitos com meu bebê, mas nem consegui terminar o primeiro dia da licença-maternidade”, lamentou

Como o marido trabalhava à noite, eles combinaram que o homem ficaria com o bebê durante o dia e ela à noite.

“Meu ex-parceiro tinha criado uma filha de 10 anos de idade, afinal. Apesar de eu estar muito nervosa com a situação, ele continuou me tranquilizando, dizendo que tudo ficaria bem”, contou Angie.

“Recebi uma mensagem de texto. Ele me perguntou se poderia matar o bebê agora. Eu disse a ele para ficar lá e que logo estaria em casa. Fiquei pensando: ‘Apenas mais algumas horas e, depois, posso voltar para casa e ficar com o meu bebê'”, disse.

Em seguida a outra mensagem que recebeu foi ainda pior:

“Xavier parou de respirar. Venha para casa agora”. Ela, então, ligou para o pai e perguntou o que havia acontecido.  “Ele respondeu: ‘Ele engasgou com leite e vamos ao hospital infantil de Seattle’. Juntei minhas coisas, engoli minhas lágrimas e segui para o hospital. Quando cheguei lá, ouvi meu bebê chorando, então achei que tudo ficaria bem”, falou.

Ela disse que finalmente conseguiu ver o bebê, e percebeu que ele estava ficado frio e pálido.

Os médicos então fizeram uma tomografia computadorizada enquanto ela e o marido aguardavam no quarto.

“Eles finalmente me contaram que havia um sangramento em seu cérebro. Fui imediatamente ao pai dele e perguntei: ‘Como isso pôde acontecer?’ Ele ainda não tinha muito a dizer e continuava repetindo: ‘ele estava sufocando com leite’. Eles me fizeram colocar Xavier na maca porque iriam entubá-lo e a maioria dos pais não queria ver esse tipo de coisa. Saímos do quarto e eu desmoronei. Como isso poderia estar acontecendo com meu bebê doce e inocente?”, lamentou.

Na mesma noite a policia procurou a família.

“Percebi que havia suspeita de abuso infantil. Eles me disseram que ele teve um sangramento cerebral devido a um trauma não acidental. Fiquei enfurecida”, disse Angie.

“Xavier foi colocado em coma induzido por duas semanas, enquanto eles trabalhavam implacavelmente para parar as convulsões. Ele foi diagnosticado com a síndrome do bebê sacudido. Em geral, isso acontece em casos extremos, quando a criança sofre agressões em um momento de descontrole de quem está cuidando dela e a balança com força pelos braços, num movimento para frente e para trás sem apoio da cabeça. Lentamente, eles retiraram a medicação e me avisaram que ele não acordaria”, falou.

“Nós estávamos lutando contra duas coisas: o trauma e o tempo que ele passou sem oxigênio para o cérebro. Eu ouvi de tudo, desde ‘ele pode estar cego’ até ‘ele pode nunca ser capaz de aprender, andar, falar, se mover’. Mas eu ainda sabia que ele voltaria para mim”, relatou.

Eles ficaram por 17 dias no hospital

“Nossa casa é diferente agora. Seu pai e meia-irmã não estão mais lá. Seu pai foi preso na noite do ferimento por abuso infantil em primeiro grau. Ainda não sei os detalhes do que aconteceu naquele dia e não sei se algum dia saberei. Como estamos quase há três meses fora da lesão, concentro-me menos no ‘por quê’ e mais no ‘e agora’. Eu tento estar presente a cada momento. Agradeço a Deus todos os dias por trazer Xavier de volta para mim”, disse.

Angie continua trabalhando, hoje Xavier está com 6 meses, e sua mãe foi morar com ela para ajudar nos cuidados com o bebê.

“Ele faz fisioterapia e terapia ocupacional semanalmente. Ele tem um neurologista, um oftalmologista, um especialista em neurodesenvolvimento, está em terapia da fala, e agora está indo para a terapia do Método Anat Baniel para ajudar a despertar seu cérebro e voltar a ligá-lo”, contou.

“Ele está em alto risco de desenvolver paralisia cerebral, mas não conseguiremos esse diagnóstico por mais um ano e meio, se ele tiver. Eu acredito firmemente que quanto mais trabalhamos com ele, melhores serão suas chances”, desabafou a mãe. “Tenho pesadelos na maioria das noites sobre ele morrer. Eu acordo em uma piscina de lágrimas, mas ainda luto. Não posso desistir agora”, falou.

“A parte mais difícil de tudo isso é saber como era evitável. Antes da lesão, minha casa estava repleta de panfletos sobre o perigo de sacudir bebês. Se você se estressa, precisa deitar seu bebê e sair. Então, vai chorar em algum lugar, gritar ou falar com alguém. Tira suas frustrações, depois volta e recomeça. Até hoje, Xavier ainda chora. E grita. E eu passo por alguns momentos em que tenho que deixá-lo deitado e sair. Porque é isso que você faz como pai e mãe. Espero que as pessoas leiam nossa história levem tudo isso a sério e percebam como é importante não sacudir um bebê. Não importa o motivo, você nunca sacode um bebê. É tão facilmente evitável. Um momento de raiva mudou meu amor para sempre”, finalizou.

Xavier sofreu traumatismo não acidental enquanto estava aos cuidados do pai (Foto: Reprodução Facebook)

Angie e o filho Xavier hoje vivem longe do pai (Foto: Reprodução Facebook)

Antes e depois de mãe e filho (Foto: Reprodução Facebook)

 

 

 

 


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