Radicalismo no caso Charlie Kirk faz artista brasileiro romper com a esquerda: ‘Chega’

O artista visual e escritor Don M. Vargas, com 30 anos de idade, autor de quatro livros e presença garantida na última edição da Miami Art Week, revelou recentemente uma decisão firme: romper de vez com o espectro ideológico da esquerda. Vargas afirma que sua trajetória artística e militante, que por muitos anos esteve intimamente ligada a pautas progressistas, chegou a um ponto de ruptura. A insatisfação que vinha crescendo transformou-se em convicção inabalável.

Em um vídeo divulgado por ele, Vargas pontua que tem observado uma radicalização crescente dentro do progressismo, a qual sente impossível conviver sem prejuízo pessoal. Ele descreve ambientes marcados por promessas que nunca se cumprem e por uma espécie de anestesia moral que paralisa antes de curar. Essas expressões não são meros discursos inflamados, mas retratos de sua experiência concreta.

Don M. Vargas menciona casos específicos que foram para ele o estopim da ruptura. Um deles: pessoas militantes que celebraram a ideia de “guilhotinar uma criança rica” apenas por usar uma bolsa de marca — referência direta à filha de Roberto Justus. Outro episódio recente foi ainda mais grave em sua percepção: celebrações diante do assassinato de Charlie Kirk, com pessoas festejando o tiro no pescoço desferido em um opositor. São inaceitáveis, em sua avaliação.

“Decidi simplesmente dar um basta. Não é mais possível conviver com esse tipo de consciência sem adoecer a curto ou médio prazo”, declara Vargas. Essa frase sintetiza sua exaustão intelectual, emocional e ética. Para ele, continuar dentro desse campo ideológico passou de escolha para sobrecarga.

Vargas informa que não se trata apenas de divergências políticas ou teóricas, mas de comportamentos humanos: celebração do sofrimento alheio, adoção de discursos de exclusão, tolerância com violência verbal e simbólica. Ele percebe que isso não é marginal, mas sistêmico em certas redes e movimentos ligados à esquerda.

O artista afirma que todo esse ambiente radicalizado engessa o diálogo, impõe narrativas únicas, pune dissidências. Há uma espécie de norma implícita exigindo adesão plena, sem espaço para questionamentos que não sejam vistos como traição. Essa imposição, segundo ele, corrói a liberdade de expressão interna e obriga imposições morais que fogem do debate saudável.

Ele ressalta que, ao longo dos anos, tentou conviver com o contraditório: participou, debateu, colaborou com projetos coletivos, se envolveu em causas. Mas o que encontrou, cada vez mais, foi uma hostilidade crescente contra qualquer voz que se dissocie um pouco da linha majoritária. No lugar de diálogo, acusações; no lugar de reflexão, estigmas.

Vargas diz que tentou manter-se firme nos ideais de justiça social, igualdade e emancipação que o atraíram originalmente para a esquerda. No entanto, são esses mesmos ideais que agora estão sendo sequestrados por retóricas sectárias, que privilegiam a identidade de grupo em detrimento da pessoa como indivíduo, e que consideram certos gestos simbólicos mais importantes que atos de solidariedade concreta.

Também chama atenção para a contradição: movimentos que professam empatia e humanismo, frequentemente, segundo ele, praticam exclusão, intolerância, julgamento automático. Para Vargas, não há espaço para nuance, para complexidade humana dentro desses grupos; tudo parece polarizado, binário, moralmente carregado.

A questão da radicalização é, para ele, mais que política — é ético-existencial. Permanecer em ambientes onde determinadas falas são aceitáveis, onde o ódio velado ou explícito é celebrado, ele afirma, provoca um custo alto: desgaste mental, sensação de impossibilidade de agir com coerência, risco de adoecer psicologicamente.

Don M. Vargas narra que a sensação de culpa por ficar calado ou de estar comprometendo integridade intelectual passou a pesar. Por outro lado, falar também tem tido custos: ostracismo, incompreensão, acusações de “ter traído” ideais, de estar do “lado errado”. Mas ele escolhe sair deste ciclo, entendendo que sua saúde emocional e ética exige esse afastamento.

Ele não diz que abandona o sentido de justiça social; ao contrário, ressalta que sua escolha visa preservar a possibilidade de pensar e agir de forma independente, de construir pontes em vez de muros, de valorizar a crítica responsável. Ele enfatiza que seguir preso a uma visão ideologicamente rígida nada mais faz do que perpetuar mais sofrimento, inclusive nos que pensam parecido mas guardam dúvidas.

Vargas critica também a ideia de que militância seja medida apenas por performatividade ou ritos de pertencimento — manifestos simbólicos, discursos de redes sociais, identidades visíveis. Para ele, ações concretas e coerência interna valem mais do que slogans ou participações midiáticas. Ele pergunta: onde está o trabalho de base, o diálogo com quem pensa diferente, a generosidade de conviver com contradições?

Ele avalia que há uma crise de legitimidade no campo progressista: ao institucionalizar-se, ou ao ganhar visibilidade pública, certas lideranças se tornam impermeáveis à crítica, reproduzem narrativas simplificadoras e estimulam ressentimentos. Isso, acredita Vargas, cria um ambiente tóxico, não só para quem sai, mas para quem permanece ali, dividido entre o ideal que atraiu e o modo como ele é praticado.

Na sua narrativa, Vargas lamenta que muitos artistas e intelectuais, ao vivo ou nas redes, se sintam compelidos a escolher lados extremos, em uma polarização que torna impossível qualquer conversa intermediária, qualquer posição híbrida. Ele afirma que “meio termo” virou ofensa, em vez de espaço legítimo de reflexão complexa.

Don M. Vargas sublinha que o rompimento não é ato de impulsividade ou apenas reação emocional: foi precedido por observações profundas sobre o ser humano, sobre ética, sobre aquilo que ele entende por responsabilidade social. Ele estudou, refletiu, observou consequências. Não se trata de fuga, mas de escolha deliberada.

Ele acredita que isso vai implicar mudanças práticas em sua vida artística, em seus vínculos, em seus projetos. Alguns convívios acabarão, convites serão recusados, alianças revistas. Ele sabe que haverá críticas, talvez acusações de deserção, mas aceita o ônus porque entende que permanecer seria pior.

Vargas conclui dizendo que espera que sua ruptura sirva de aviso: que o ambiente político e artístico não é imune aos seus próprios excessos; que aqueles que se movimentam pelo campo progressista devem revisitar seus valores, questionar suas práticas, reconectar-se com o humano que supera identidade política. Ele deseja uma forma de ativismo menos performativa, menos sectária, mais aberta à humanidade.

 

A despedida que ele deixa é clara: “Chega”. Chega de promessas vazias, chega de celebrações do ódio, chega de vivências que corroem o espírito. Ele sai para preservar algo essencial: dignidade, coerência e saúde moral. Para Don M. Vargas, esse afastamento não é renúncia de ideais, mas retorno à própria essência que o moveu para a arte e para a escrita desde o início.

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