O cenário de guerra no Oriente Médio atingiu um ponto de não retorno neste domingo (1º) com o pronunciamento oficial do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian. Em meio aos escombros deixados pela massiva onda de ataques aéreos coordenados pelos Estados Unidos e Israel, o mandatário iraniano afirmou que a vingança é um “direito e um dever legítimo” do país.
A declaração ocorre poucas horas após a confirmação das mortes do Líder Supremo, Ali Khamenei, e do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, em bombardeios que atingiram o coração do comando persa.
Pezeshkian, assumindo um papel de liderança emergencial, enfatizou que o Irã não tem mais limites para sua autodefesa e que a resposta militar já está em curso. Segundo o presidente, a agressão norte-americana contra mais de 20 províncias iranianas cruzou uma linha vermelha definitiva, transformando o impasse diplomático em uma conflagração regional total.
O discurso foi transmitido pela TV estatal, intercalado com imagens de baterias de mísseis sendo preparadas pela Guarda Revolucionária (IRGC) para novas ondas de contra-ataque.
A retórica de Pezeshkian foca na mobilização do “eixo de resistência” em todo o mundo islâmico. Ele prometeu que o assassinato de Khamenei “não ficará impune e abrirá uma nova página na história da resistência”, convocando aliados no Iraque, Líbano e Iêmen a intensificarem as operações contra ativos ocidentais.
Para o governo iraniano, a ação militar de Donald Trump e Benjamin Netanyahu foi um erro de cálculo estratégico que unificou o país sob o sentimento de revanche, superando as divisões internas dos últimos meses.
O “e daí?” geopolítico deste posicionamento é a confirmação de que o Irã abandonou qualquer tentativa de contenção. Ao declarar a vingança como um dever “legítimo”, o presidente sinaliza o uso de todo o arsenal balístico e de drones contra infraestruturas críticas de aliados dos EUA no Golfo.
A ameaça já começou a se concretizar com relatos de explosões em instalações petrolíferas e bases militares no Catar e nos Emirados Árabes, elevando o risco de um colapso imediato no fornecimento global de energia.
A estrutura de poder no Irã está sendo rapidamente reorganizada após a decapitação de boa parte do alto comando. Pezeshkian nomeou novos chefes militares para substituir os generais mortos nos bombardeios de sábado, buscando garantir que a máquina de guerra permaneça operacional sob ataques contínuos.
A ordem emitida pelo gabinete presidencial é de “resistência total”, o que na prática significa uma guerra de desgaste em múltiplas frentes simultâneas, utilizando táticas de saturação de defesa aérea.
As próximas 24 horas são descritas por observadores internacionais como as mais perigosas para a estabilidade mundial nas últimas décadas. Com o presidente Pezeshkian prometendo uma “lição inesquecível”, o mundo aguarda para ver se o Irã tentará um ataque direto e massivo contra o território de Israel ou se focará em sabotagens contra a frota naval norte-americana no Mar Arábico.
A diplomacia, neste momento, parece ter sido completamente silenciada pelo estrondo dos mísseis e pela retórica de guerra total vinda de Teerã.

