O presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, Wallace Alves Palhares, responde como réu em ação judicial relacionada à morte de uma menina de 11 anos durante o Carnaval de 2022, no Rio de Janeiro. O caso voltou a ganhar visibilidade após a agremiação alcançar projeção nacional neste ano.
A informação foi divulgada inicialmente pela Revista Oeste, que detalhou o andamento do processo e a posição do dirigente no inquérito que apura responsabilidades pelo ocorrido. O episódio aconteceu na área de dispersão após os desfiles oficiais.
A vítima é identificada como Raquel Antunes. Segundo os registros do caso, ela foi atingida em circunstâncias envolvendo um carro alegórico em deslocamento no encerramento das apresentações carnavalescas daquele ano.
O acidente ocorreu nas dependências do Sambódromo do Rio de Janeiro, local que tradicionalmente concentra grande fluxo de pessoas, veículos de apoio e estruturas cenográficas após o término dos desfiles das escolas de samba.
De acordo com os dados publicados, a investigação busca esclarecer como se deu a dinâmica do acidente, quais protocolos de segurança estavam em vigor no momento e quem poderia ter responsabilidade direta ou indireta pela ocorrência.
O processo judicial ainda analisa depoimentos, laudos técnicos e registros operacionais da dispersão. A fase atual envolve a apuração detalhada das condições de circulação dos carros alegóricos e do controle de acesso à área restrita.
O nome de Wallace Alves Palhares aparece como réu na ação que trata do caso. A condição de réu indica que há acusação formal aceita pela Justiça, o que não representa, por si só, condenação definitiva.
Especialistas em direito penal ressaltam que o enquadramento como réu é etapa processual que garante direito ao contraditório e à ampla defesa, com produção de provas e oitivas antes de qualquer sentença.
O tema voltou ao debate público porque a escola ganhou destaque recente com um desfile que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A repercussão do enredo ampliou a exposição do nome da agremiação.
Com a maior visibilidade, usuários de redes sociais e veículos digitais retomaram discussões sobre o processo ligado ao dirigente da escola, conectando o assunto ao noticiário carnavalesco atual.
A publicação destaca que o foco do processo é determinar se houve falha operacional, negligência ou descumprimento de normas de segurança na movimentação das alegorias após o desfile.
A área de dispersão costuma operar com logística complexa, envolvendo desmontagem parcial de estruturas, deslocamento de carros e circulação simultânea de equipes técnicas e integrantes das escolas.
Profissionais do setor afirmam que protocolos de isolamento e sinalização são considerados essenciais nessa fase, justamente por causa do risco associado a equipamentos de grande porte.
O caso da menina gerou comoção à época e motivou debates sobre revisão de procedimentos de segurança em eventos de grande escala ligados ao Carnaval carioca.

