Polícia Federal mira grupo que cometia crimes sexuais contra mulheres sedadas e 3 são presos

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (11/2) a Operação Somnus, com foco no combate a uma rede criminosa que difundia e trocava vídeos de abusos sexuais cometidos contra mulheres em estado de sedação.

A ação — que começou com investigações iniciadas em 2025 — cumpre três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.

Segundo a Polícia Federal, a atuação do grupo ultrapassa fronteiras, integrando uma rede transnacional de compartilhamento de conteúdos de violência sexual.

As investigações tiveram apoio de informações colaborativas da Europol, agência policial da União Europeia, que apontou uma rede presente em mais de 20 países.

Os suspeitos investigados no Brasil chegam a sete brasileiros que, segundo as apurações, estariam envolvidos na disseminação desses vídeos e no intercâmbio de conteúdos misóginos e de exploração sexual.

Mensagens trocadas entre os investigados revelaram que eles discutiam o uso de medicamentos com propriedades sedativas, indicando conhecimento sobre marcas e efeitos dessas substâncias, o que agrava o contexto da conduta criminosa.

Durante as diligências, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, aparelhos celulares, computadores e dispositivos de armazenamento de dados, considerados essenciais para o desmantelamento da rede.

A PF informou que as condutas investigadas podem ser enquadradas em crimes de estupro de vulnerável e de divulgação de cena de estupro, além de outras tipificações penais relacionadas ao compartilhamento de conteúdo misógino na internet.

A lei nº 13.642/2018, que ampliou a atuação da Polícia Federal no combate a crimes sexuais praticados por meio da rede, é um dos instrumentos legais utilizados para embasar a ação.

Integrantes da corporação destacam que esse tipo de atuação transnacional exige respostas integradas entre países, dado o alcance global e a circulação de material criminoso na internet.

Organizações que acompanham direitos humanos e de defesa das mulheres classificaram a operação como um passo importante no combate à violência sexual digital, que segue em expansão em diferentes regiões do mundo.

A investigação segue em andamento, com a Polícia Federal afirmando que busca identificar todos os responsáveis e aprofundar a análise de provas para levar o caso ao Judiciário com robustez.

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