Polícia Federal levou em consideração fuga de Ramagem em pedido de prisão de Bolsonaro

A informação de que a Polícia Federal (PF) considerou o precedente de fuga do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e atual deputado federal, Alexandre Ramagem, ao solicitar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, é um dado crucial que reforça a argumentação jurídica do pedido.

Isso demonstra que o STF não estava apenas agindo com base na ordem pública, mas também em um risco de evasão já estabelecido por um aliado próximo de Bolsonaro.

O Fator Ramagem e o Risco de Evasão

O caso Ramagem, onde o deputado tentou evadir-se do país durante a investigação, serviu como um indicador de comportamento para o círculo político mais íntimo do ex-presidente.

A PF utilizou esse histórico como prova de que a confiança na permanência de indivíduos investigados de alto perfil não pode ser presumida. Para a Justiça, o risco de fuga é uma das justificativas mais sólidas para a prisão preventiva.

O ceticismo nos obriga a questionar a eficácia das medidas cautelares. Se um aliado com menos projeção pública tentou fugir, o risco de que o próprio ex-presidente, com ampla rede de contatos internacionais e maior facilidade logística, tentasse o mesmo é uma preocupação legítima da PF.

A menção a Ramagem não é um ataque à sua conduta, mas um reforço técnico ao pedido de prisão.

⚖️ O Peso da Cautela e a Credibilidade Judicial

Ao utilizar um precedente de seu próprio inquérito, a PF blindou o pedido de prisão contra críticas de ser meramente político. A prisão preventiva não é punição, mas garantia do processo.

Se há risco de o réu obstruir a justiça ou se furtar à aplicação da lei, o encarceramento cautelar é justificado.

O “e daí” dessa informação é o enfraquecimento da defesa de Bolsonaro, que não pode alegar que o pedido de prisão é “exagerado” ou “desnecessário” quando há o histórico recente de evasão de um aliado.

O precedente de Ramagem é um lembrete de que a Justiça está avaliando o ambiente e as atitudes do grupo político investigado.

A inclusão desse fator na argumentação eleva a prisão de Bolsonaro de um ato isolado para um passo de coerência na estratégia da PF para assegurar o desenrolar das investigações.

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