Papa Leão XIV assina decreto afirmando que Jesus, e não a Virgem Maria, é quem salvou o mundo

O Papa Leão XIV publicou nesta terça-feira um decreto doutrinário que redefiniu a compreensão oficial da salvação no Santa Sé, afirmando que somente Jesus Cristo é o Redentor da humanidade, e rejeitando o uso do título “co-redentora” para Virgem Maria.

De acordo com o texto divulgado pelo órgão doutrinário do Vaticano, Maria permanece em posição de honra enquanto mãe de Jesus e intercessora, mas não participou do ato de redenção em si — o qual caberia exclusivamente a Jesus.

A medida coloca ponto final, segundo a Santa Sé, em debate teológico de longa data sobre a extensão da participação de Maria no mistério da salvação, uma questão que havia gerado divergências internas entre diferentes pontificados.

No documento, o uso do termo “co-redentora” é apontado como fonte de confusão e desequilíbrio para as verdades centrais da fé cristã, algo que, segundo o Vaticano, pode prejudicar a clareza da doutrina da redenção.

Segundo o decreto, a expressão “co-redemptriz” — ou “co-redentora” — não mais deve ser usada na prática litúrgica e no ensino oficial da Igreja, por conter implicações que extrapolam o vínculo único entre Cristo e a salvação.

O papa e o dicastério responsável ressaltaram que Maria “abriu as portas da redenção ao dar-lhe à luz” e que seu papel como intercessora e mãe permanece intacto, mas a ação redentora é exclusiva de Jesus.

O posicionamento segue uma linha que vinha sendo construída nos discursos recentes de Leão XIV, nos quais ele enfatizou que a salvação “não vem por mágica, mas pela graça e pela fé” (grifos seus) e que Jesus “é o portão pelo qual devemos passar para ser salvos”.

Para especialistas em teologia, a mudança formaliza o que já vinha sendo defendido por alguns setores da Igreja — embora seja inédito um decreto tão explícito sobre esse ponto específico. A tradicional veneração mariana permanece — mas dentro de um quadro doutrinário ajustado.

Analistas lembram que o tema da “co-redenção” ou “co-redempção” mariana vinha sendo debatido por séculos, com origem em textos patrísticos, debates medievais e movimentos mariológicos no século XX.

No contexto atual, a decisão pode ter impacto simbólico importante porque reconfigura como é apresentado o papel de Maria na história da salvação — especialmente em materiais de catequese, liturgia e ensino teológico.

Também abre debate sobre como as comunidades católicas irão adaptar seus discursos e orações que porventura utilizem o termo “co-redentora” ou variações do mesmo. A adoção prática disso ainda dependerá das dioceses.

Alguns teólogos argumentam que a medida reforça a centralidade de Cristo como único mediador entre Deus e a humanidade, algo que alguns dos recentes papas vinham enfatizando. Outros ponderam que isso implica um reequilíbrio da Maryologia.

Há quem veja, ainda, que o decreto trará desdobramentos em debates futuros sobre dogma mariano — por exemplo, no que tange à possibilidade de definição de novos títulos ou privilégios para Maria.

Internamente, o Vaticano admite que a decisão não altera a doutrina mariana como um todo, mas apenas delimita de forma mais clara os termos teológicos aplicáveis, para evitar interpretações que possam sugerir uma dualidade na obra redentora.

Há, no entanto, receios de que a comunicação da mudança possa provocar estranhamentos em ambientes católicos mais devocionais, acostumados a uma linguagem mais fluida em relação à figura de Maria.

Na perspectiva da evangelização, o papa pretende que o foco seja renovado na missão de anunciar Jesus Cristo como o único Salvador e na adesão pessoal à conversão, à fé e à caridade — temas que ele já vinha abordando.

Para leigos e fiéis, essa alteração pode exigir atenção na liturgia, nos ensinos paroquiais e no material de formação, para que não haja desconexão entre a devoção mariana e a nova orientação doutrinária.

Finalmente, a formalização desse posicionamento pela Santa Sé indica um esforço institucional de clarificar elementos da fé para a mais de 1,4 bilhão de católicos no mundo, em um momento em que questões doutrinárias e simbólicas ganham visibilidade global.

A consequência imediata será observada na prática pastoral e no ensino da Igreja, onde se buscara a harmonia entre a veneração legítima de Maria e a afirmação irrevogável de que Jesus é o único Redentor da humanidade.

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