Um homem de 44 anos foi preso em Pomerode, Santa Catarina, após agredir o próprio filho de 12 anos com uma cinta. A Polícia Militar constatou marcas visíveis nas costas e na cintura da criança, e o pai alegou que estava apenas “disciplinando” o menino. O caso foi registrado como maus-tratos e acompanhado pelo Conselho Tutela
O pai inicialmente resistiu em mostrar o garoto aos policiais. Somente após a chegada de uma conselheira tutelar a criança foi apresentada.
O homem admitiu ter batido no filho, justificando que se tratava de uma forma de disciplina diante de comportamento considerado inadequado. A mãe da criança confirmou o episódio aos agentes, reforçando que a agressão ocorreu dentro da residência da família.
A Polícia Militar foi acionada por denúncias de vizinhos.
Ao chegar ao local, constatou marcas de agressão nas costas e na cintura do menino.
O pai foi preso em flagrante por maus-tratos.
O Conselho Tutelar acompanhou o caso e encaminhou a criança para exame pericial.
No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe qualquer forma de violência física ou psicológica contra menores. A lei prevê punições para responsáveis que pratiquem maus-tratos, independentemente da justificativa de “educação” ou “disciplina”.
Casos como este reacendem o debate sobre os limites da disciplina parental e a necessidade de políticas públicas mais eficazes de proteção à infância. Especialistas ressaltam que práticas violentas não educam, mas geram traumas e podem comprometer o desenvolvimento emocional da criança.
O homem permanece detido e deve responder pelo crime de maus-tratos. O menino está sob acompanhamento do Conselho Tutelar e de profissionais de saúde para avaliação física e psicológica
Esse episódio em Santa Catarina reforça a importância de denunciar situações de violência doméstica e de garantir que crianças tenham acesso a ambientes seguros e livres de agressões.

