Um caso grave ocorrido em Cuiabá chamou a atenção das autoridades e da opinião pública após uma paciente relatar ter sido vítima de abuso sexual dentro de uma unidade de saúde durante um procedimento cirúrgico. A denúncia resultou na abertura imediata de investigação policial e administrativa.
De acordo com as primeiras informações apuradas, a mulher estava sob efeito de sedação quando teria despertado parcialmente durante a cirurgia. Nesse momento, percebeu uma conduta incompatível com o procedimento médico e conseguiu identificar o profissional envolvido.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito é um enfermeiro que integrava a equipe presente na sala cirúrgica. A paciente afirmou que, ao recobrar a consciência de forma inesperada, notou o comportamento irregular e reagiu assim que teve condições.
A situação foi comunicada logo após o término do procedimento. Profissionais que atuavam no local foram informados, e a direção da unidade hospitalar teria acionado os protocolos internos para preservação de evidências e comunicação às autoridades.
A Polícia Civil foi chamada e iniciou a coleta de depoimentos de funcionários e possíveis testemunhas. Equipamentos e registros internos também passaram a ser analisados para verificar horários, acessos e movimentações na sala onde ocorreu a cirurgia.
Em nota, a instituição de saúde declarou que colabora com as investigações e que não compactua com qualquer tipo de violação de conduta profissional. Informou ainda que abriu procedimento administrativo para apuração rigorosa dos fatos.
O enfermeiro citado na ocorrência foi afastado das funções de forma preventiva, conforme prática comum em casos dessa natureza, até que os esclarecimentos sejam concluídos. O nome dele não foi divulgado oficialmente.
Especialistas em direito médico explicam que pacientes em ambiente cirúrgico estão em condição de extrema vulnerabilidade, o que exige protocolos rígidos de supervisão e controle de equipe durante todo o procedimento.
A legislação brasileira prevê punições severas para crimes contra a dignidade sexual, especialmente quando envolvem abuso de confiança e exercício profissional na área da saúde.
Investigadores trabalham para confirmar a dinâmica dos fatos, incluindo o nível de sedação aplicado, o momento exato em que a paciente despertou e quem estava presente no ambiente naquele instante.
Peritos também avaliam prontuários, dosagens de medicamentos e relatórios anestésicos. Esses dados ajudam a reconstruir a linha do tempo do procedimento e a verificar a compatibilidade dos relatos.
A defesa do profissional ainda não havia se manifestado até o último balanço divulgado. O espaço segue aberto para posicionamento formal, segundo a autoridade policial responsável pelo caso.
Organizações ligadas à segurança do paciente destacam que hospitais costumam adotar regras de presença múltipla de profissionais em sala justamente para reduzir riscos e aumentar a transparência dos atos clínicos.
O caso gerou repercussão nas redes sociais e levantou debates sobre fiscalização interna, uso de câmeras em centros cirúrgicos e reforço de auditorias independentes em unidades de saúde.
Entidades de classe reforçaram que a conduta, se confirmada, é considerada gravíssima e não representa a prática ética da enfermagem e das demais categorias da área médica.
A paciente recebeu acompanhamento médico e psicológico após o registro da ocorrência. Protocolos de acolhimento foram acionados para oferecer suporte especializado.
Autoridades ressaltam que denúncias desse tipo devem ser comunicadas imediatamente, para permitir coleta técnica de provas e adoção de medidas de proteção à vítima.
O inquérito segue em andamento e corre sob sigilo, prática comum para preservar detalhes sensíveis e evitar exposição indevida das partes envolvidas.
Se houver confirmação dos fatos, o suspeito poderá responder criminalmente e também enfrentar sanções nos conselhos profissionais competentes.
A polícia informou que novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço das diligências e a conclusão das etapas periciais e testemunhais.
