Olha isso! Supermercado em Goiânia queimava medidos para pagar R$ 3 mil em vez de R$ 22 mil de energia

Um supermercado de grande porte localizado no Parque Atheneu, em Goiânia, foi flagrado em operação conjunta da Equatorial Goiás, da Polícia Civil e da Polícia Científica, realizando fraude para pagar menos na conta de energia elétrica. Em vez de desembolsar cerca de R$ 22.000 mensais, o estabelecimento vinha pagando apenas R$ 3.000.

A descoberta ocorreu após inspeção técnica, na qual peritos identificaram que o medidor de consumo de energia havia sido queimado com maçarico. A destruição do aparelho impedia que se registrasse o consumo real, configurando assim um esquema de estelionato contra a concessionária de serviço público.

De acordo com o delegado Humberto Teófilo, responsável pela investigação, a prática foi realizada pelo proprietário do supermercado, já com antecedentes criminais. Ele foi preso em flagrante e deverá responder pelos crimes de estelionato e receptação.

No ambiente operacional do supermercado, que possui estrutura com câmaras frias, açougue e padaria, o nível de consumo elétrico é naturalmente elevado. Isso tornou evidente que o valor pago de R$ 3.000 não era compatível com sua demanda real.

A fraude resultava em um alívio indevido na fatura de energia de aproximadamente R$ 19.000 por mês. Esse valor deixado de ser pago implicava prejuízo direto à concessionária, mas também reflexos sobre outros consumidores, segundo autoridades.

Além do prejuízo financeiro, a ação colocou em risco a segurança da rede elétrica local. A concessionária alertou que fraudes desse tipo favorecem sobrecargas, curtos-circuitos, incêndios e choques elétricos, tanto no interior dos estabelecimentos quanto na vizinhança.

Para a Equatorial Goiás, casos como este configuram perdas não técnicas, aquelas geradas por desvios de consumo ou fraudes, que impactam tarifas, manutenção da rede, e a estabilidade do fornecimento para todos os clientes.

Segundo fontes envolvidas, investigações verificaram que o empresário utilizava o maçarico para danificar o medidor, tornando impossível a aferição do consumo real. A fraude impedia o registro do consumo real, o que caracteriza crime de estelionato.

O artigo 171 do Código Penal foi citado pelo delegado como base legal para enquadrar o estelionato praticado contra a concessionária. Além disso, o crime de receptação também figura no processo, dado o histórico do investigado.

Autoridades locais observam que a prática de fraudar medidores equivalem a concorrência desleal, considerando que outros estabelecimentos pagam corretamente pelo uso do serviço, sem recorrer a irregularidades.

Denúncias desse tipo, de acordo com a concessionária, costumam ser conhecidas por meio de fiscalização de rotina, inspeções, denúncias de vizinhança ou mesmo regimes especiais de monitoramento. Esse mercado de irregularidades costuma crescer diante de oportunidades de esconder a intervenção no equipamento.

A Lei nº 15.181/2025, recente legislação estadual, agrava as penalidades para crimes que envolvem serviços essenciais, entre eles o furto ou fraude de energia elétrica. As penas podem variar de 2 a 8 anos de reclusão, sendo maiores em situações mais gravosas ou quando há reincidência.

Também está prevista multa para quem for condenado, bem como a necessidade de reparar os danos causados financeiramente à concessionária, incluindo o valor não pago de energia elétrica.

O dono do supermercado, com passagens anteriores por receptação e por envolvimento em organização criminosa, foi preso no local após flagrante. Ele responderá pelos crimes ligados a essa fraude específica, e as apurações seguem para determinar a responsabilidade por danos mais amplos.

O risco para a população é enfatizado pelas autoridades: manipular medidores e acessar rede de energia de forma irregular pode provocar acidentes elétricos, falhas no abastecimento para outros consumidores e comprometer a segurança geral do bairro.

Concessionária de energia enfatiza que atua de forma contínua no combate a fraudes, com operações de fiscalização e auditoria. Em Goiás, segundo dados divulgados, centenas de operações foram realizadas até agora, resultando em prisões e autuações.

Para denunciar irregularidades no consumo de energia elétrica, a empresa responsável oferece canais como atendimento via telefone gratuito, permitindo que cidadãos façam denúncias anônimas. Isso estimula participação social no combate a fraudes.

Especialistas em direito e regulação apontam que fraudes no setor elétrico criam uma cadeia de prejuízos: além da perda financeira para distribuidores, há custos indiretos que acabam embutidos em tarifas e refletidos no bolso de consumidores regulares.

A repercussão do caso em Goiânia segue, gerando discussões sobre responsabilidade empresarial, controle regulatório e fiscalização de concessionárias. A medida tomada serve como alerta para empresários, reguladores e população em geral.

Esse episódio reforça a importância de fiscalização rigorosa, aplicação efetiva da lei e de transparência por parte de empresas que dependem fortemente de infraestrutura e serviços públicos para operar.

A investigação prossegue para apurar todos os danos, responsabilizar formalmente o proprietário e recuperar valores de energia não pagos, além de avaliar possíveis impactos adicionais para o sistema elétrico local.

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