O ex-presidente Jair Bolsonaro está detido em uma sala de 12 m², na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, segundo apuração da imprensa.
De acordo com relatos, o ambiente foi recentemente reformado e conta com banheiro privativo, cama, escrivaninha, televisão, frigobar e ar-condicionado.
Fontes da PF confirmam que a sala é destinada a autoridades — uma “sala de Estado-Maior” — e oferece mais privacidade e conforto do que celas comuns.
Segundo a CNN, o espaço já estava pronto desde maio deste ano. A construção atende a um padrão de custódia individual em casos de pessoas com prerrogativa especial.
A sala especial foi montada após consultas entre a cúpula da Polícia Federal e a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, justamente para acomodar figuras de alta relevância, se necessário.
Fontes policiais afirmam que o local não foi preparado especificamente para Bolsonaro, mas é uma estrutura que pode ser usada por outras autoridades detidas.
A legislação brasileira prevê que ex-presidentes e autoridades com prerrogativa de função tenham direito a espaços mais dignos, mesmo durante a custódia.
Além disso, a sala na PF de Brasília é semelhante à que já abrigou outros ex-presidentes: Luiz Inácio Lula da Silva ficou em situação parecida quando foi detido pela corporação.
O banheiro privado é um dos elementos que mais se destacam, garantindo um nível de separação em relação a presos comuns.
O armário, a mesa de trabalho e a cadeira permitem que Bolsonaro tenha um espaço funcional para leitura, estudo ou repouso — diferentemente de celas tradicionais.
O frigobar e a televisão também reforçam que o espaço não se assemelha a uma cela padrão, mas sim a uma sala de custódia com características específicas para figuras públicas.
Essa sala de 12 m² na Superintendência da PF representa uma adaptação institucional para abrigar presos especiais, equilibrando segurança com tratamento diferenciado.
É importante destacar que a prisão de Bolsonaro é preventiva, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes.
A decisão judicial que levou à detenção levou em conta riscos à ordem pública, segundo as autoridades.
A existência dessa sala com estrutura diferenciada reflete precedentes: outros ex-presidentes já foram mantidos em salas especiais da PF.
Analistas apontam que esses espaços de “Estado-Maior” são uma forma institucional de tratar figuras de alta relevância política, sem submeter à rotina de presídios comuns.
A notícia da sala de 12 m² gerou debate sobre a natureza da custódia de ex-chefes de Estado e o equilíbrio entre dignidade e rigor penal.
Para os defensores da detenção rigorosa, o ambiente especial não representa privilégio indevido, mas sim uma adaptação legalmente prevista.
Já críticos argumentam que a estrutura pode simbolizar um tratamento diferenciado excessivo para quem deteve tanto poder.
De toda forma, a confirmação da existência desse espaço reforça como as autoridades prepararam a superintendência da PF para a eventual prisão preventiva de Bolsonaro, considerando seu status e o risco identificado pelas autoridades.

