Novos estudos indicam que as crianças herdam toda a inteligência da mãe

Um novo estudo, que ganhou atenção viral, reacendeu o debate científico ao sugerir que a inteligência de uma criança pode ser influenciada de forma mais significativa pelos genes herdados da mãe.

A base dessa teoria está ligada à forma como os genes de funções cognitivas se distribuem nos cromossomos.

A hipótese central do estudo se apoia em princípios da genética:

  • Genes Cognitivos no X: Pesquisas anteriores indicam que uma parte significativa dos genes ligados a funções cognitivas e ao desenvolvimento cerebral está localizada no cromossomo X.

  • Herança Materna: As crianças herdam seu cromossomo X da mãe.

    • Meninas (XX): Recebem um X da mãe e um X do pai.

    • Meninos (XY): Recebem o X da mãe e o Y do pai.

  • Mecanismos de Expressão: A teoria sugere que, devido a mecanismos genéticos complexos (como a inativação de genes), a contribuição do cromossomo X materno pode ser dominante na expressão de certas funções cognitivas

Apesar da atratividade do achado, os especialistas lembram que o estudo oferece apenas uma peça do quebra-cabeça.

A inteligência é, inequivocamente, multifatorial, ou seja, determinada por uma complexa interação de diversos fatores:

  • Genética Paterna: Embora o cromossomo X materno seja crucial, a contribuição genética paterna (através dos outros 22 pares de cromossomos autossômicos e do cromossomo Y) ainda é fundamental. A inteligência nunca é determinada por um único gene ou um único cromossomo.

  • Fatores Ambientais: O fator mais importante, muitas vezes, é o ambiente. A estimulação cognitiva, a educação, a nutrição, o apoio emocional e o convívio social da criança desempenham um papel decisivo no pleno desenvolvimento de seu potencial cognitivo.

Embora o estudo não deva ser interpretado como a desqualificação da genética paterna, ele reforça a influência crucial da mãe no desenvolvimento cognitivo, tanto por vias genéticas quanto ambientais.

O “e daí” desse debate é a necessidade de investimento em políticas públicas que apoiem a saúde e o desenvolvimento materno, desde a gestação (saúde pré-natal) até a primeira infância (educação e estimulação).

O estudo, mesmo que controverso, serve como um lembrete científico da profunda interconexão entre o bem-estar materno e o potencial de desenvolvimento das novas gerações.

Gostaria de procurar por estudos recentes sobre a influência de fatores ambientais (como nutrição) no desenvolvimento cognitivo de crianças?

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