Mulher pega infecção após fazer unhas e precisa amputar parte do dedo

Uma mulher de 66 anos residente em Goiânia (GO), Brasil, sofreu complicações de saúde decorrentes de uma infecção no dedo após um procedimento estético em um salão de beleza, conforme relatado por familiares e veículos de imprensa locais em julho de 2025. A ocorrência, que ganhou repercussão nacional, coloca em foco os riscos associados a procedimentos de manicure quando instrumentos ou práticas não seguem protocolos sanitários adequados.

De acordo com a família da vítima, Marise Teixeira de Araújo Amorim procurou um salão para fazer as unhas poucas horas antes de uma viagem. A idosa não tinha condições médicas prévias que pudessem agravar o quadro, como diabetes ou problemas cardíacos, segundo relatos de parentes.

Durante o serviço, profissionais do estabelecimento utilizaram os materiais do próprio salão e, ao lixar a unha, fizeram um corte acidental na pele da cliente. Embora o ferimento tenha sido pequeno, ele se tornou o ponto de entrada para a infecção, que evoluiu rapidamente nas horas seguintes.

A família informou que, ainda no dia do procedimento, Marise começou a sentir dor intensa. A situação agravou-se a ponto de ela desmaiar durante a viagem, o que motivou o retorno imediato para atendimento médico.

No hospital, médicos diagnosticaram uma infecção grave no dedo afetado. As equipes iniciaram tratamento com antibióticos e realizaram procedimentos cirúrgicos emergenciais para controlar a infecção. Ainda assim, a ponta do dedo precisou ser amputada para impedir que o quadro se agravasse ainda mais.

Segundo especialistas que acompanharam o caso, ferimentos mesmo pequenos na área das unhas podem permitir a entrada de bactérias ou fungos, especialmente quando a proteção natural da cutícula é quebrada. Esses microrganismos podem causar inflamações severas se não forem tratadas de maneira rápida e eficaz.

Médicos envolvidos no tratamento de Marise realizaram várias intervenções cirúrgicas, incluindo a limpeza da ferida, drenagem do local infectado e enxertos para tentar preservar o máximo possível da funcionalidade do dedo. O processo exigiu múltiplas sessões de fisioterapia para recuperar mobilidade e força na mão.

A família afirmou que entrou em contato com o salão de beleza após o início da infecção. O estabelecimento se ofereceu para cobrir despesas médicas, mas os parentes da paciente declinaram, priorizando alertar o público sobre os riscos potenciais associados a serviços de manicure.

Especialistas em saúde pública destacam que infecções associadas a serviços de manicure e pedicure são eventos raros, porém possíveis quando os protocolos de higiene e esterilização não são rigorosamente seguidos. Instrumentos compartilhados sem desinfecção adequada podem abrigar bactérias como Staphylococcus aureus ou fungos que provocam paroníquia, infecção da pele ao redor da unha.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e profissionais de saúde recomendam que clientes considerem levar seus próprios instrumentos ou confirmem que o salão os abre na frente do cliente imediatamente antes do uso. Além disso, é aconselhável que cortes ou manipulações nas cutículas sejam evitados quando possível, para reduzir o risco de entrada de microrganismos.

Infecções de pele após procedimentos estéticos podem variar de leve a grave. Em casos menos sérios, inflamações superficiais podem ser tratadas com antibióticos e cuidados domiciliares. No entanto, quando não diagnosticadas ou tratadas precocemente, podem progredir para infecções profundas, necessitando intervenções cirúrgicas mais extensas.

A repercussão do caso de Marise no cenário nacional ressalta a necessidade de políticas mais claras de segurança em estabelecimentos de beleza, incluindo treinamentos obrigatórios de higiene e fiscalização constante. Órgãos de saúde pública reiteram que a prevenção é a melhor estratégia para evitar episódios semelhantes.

Profissionais de manicure e pedicure têm a responsabilidade de garantir a esterilização adequada de instrumentos cortantes, lixas e outros materiais que entrem em contato com a pele do cliente. Equipamentos de uso único e autoclaves certificadas são considerados medidas essenciais para reduzir contaminações.

Dermatologistas também indicam que consumidores estejam atentos a sinais iniciais de infecção após procedimentos estéticos, como vermelhidão intensa, inchaço elevado, dor que não diminui com o tempo e secreção. Procurar atendimento médico rapidamente pode impedir que complicações progridam.

O caso de Marise segue sendo acompanhado por familiares e médicos, que destacam a importância de conscientizar a população sobre os riscos potenciais, ainda que raros, de infecções decorrentes de serviços de beleza. A paciente tem relatado desafios contínuos na recuperação da funcionalidade e sensibilidade do dedo amputado.

Profissionais de saúde recomendam que pessoas com condições médicas predisponentes, como imunossupressão, doenças crônicas ou idade avançada, consultem um médico antes de realizar procedimentos que possam causar pequenos cortes ou lesões na pele.

Organizações de consumidores também enfatizam a importância de regulamentações mais rígidas sobre higiene em salões de beleza para proteger a saúde pública, incluindo inspeções regulares e certificações de conformidade.

Em síntese, o episódio em Goiás evidencia que tratamentos de estética, embora comuns e geralmente seguros, não estão isentos de riscos. A combinação de práticas inadequadas de higiene, instrumentos contaminados ou pequenos ferimentos pode desencadear infecções graves, com consequências duradouras para a saúde dos clientes.

Casos como o de Marise reforçam a necessidade de educação, fiscalização e responsabilidade tanto por parte dos profissionais que executam esses serviços quanto dos clientes que os utilizam, para minimizar a probabilidade de ocorrências semelhantes no futuro.

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