Mulher argentina denuncia estupro cometido por PMs em banheiro químico no Carnaval de Salvador

Uma mulher argentina denunciou ter sido vítima de estupro durante o período do Carnaval em Salvador, na Bahia. O caso teria ocorrido em um banheiro químico instalado em um dos principais circuitos da festa, episódio que passou a ser investigado pelas autoridades de segurança pública do estado.

De acordo com o relato apresentado à polícia, a ocorrência foi registrada durante a programação do Carnaval de Salvador, evento que reúne milhões de foliões todos os anos e mobiliza grande operação de policiamento ostensivo e serviços de apoio. A denúncia envolve policiais militares que estariam de serviço na área.

O fato teria acontecido em um dos circuitos mais movimentados da festa, na orla da capital baiana. Segundo a versão apresentada pela denunciante, ela entrou sozinha no sanitário provisório e, nesse intervalo, teria ocorrido a abordagem dos agentes apontados como suspeitos.

A vítima procurou atendimento policial após o ocorrido e formalizou a acusação por meio de boletim de ocorrência. Ela também foi encaminhada para procedimentos periciais previstos em protocolos de investigação desse tipo de crime.

A apuração está sob responsabilidade de órgãos vinculados à Secretaria da Segurança Pública da Bahia, que informou ter aberto procedimento específico para verificar as circunstâncias, identificar responsabilidades e reunir provas técnicas.

Em nota pública, a secretaria afirmou que adotou medidas imediatas para preservar elementos que possam contribuir com a investigação e confirmar ou descartar as acusações apresentadas pela denunciante.

Equipes especializadas passaram a analisar imagens de câmeras de monitoramento posicionadas ao longo do circuito da festa. O objetivo é reconstruir a movimentação na área e verificar a presença dos profissionais citados na denúncia.

Os policiais mencionados foram identificados administrativamente e afastados das atividades operacionais enquanto os fatos são apurados. A medida é considerada padrão em investigações que envolvem agentes de segurança.

O secretário da pasta, Marcelo Werner, declarou que o caso é tratado com prioridade e rigor técnico. Segundo ele, “não haverá tolerância com qualquer conduta ilegal”, afirmando ainda que as equipes trabalham para esclarecer todos os pontos.

A defesa dos policiais citados informou que aguarda acesso integral ao conteúdo do inquérito para se manifestar de forma detalhada. O espaço para contraditório e ampla defesa deverá ser garantido ao longo do processo.

Autoridades reforçaram que denúncias de violência devem ser comunicadas imediatamente para permitir coleta adequada de provas e atendimento especializado à possível vítima.

O caso ganhou repercussão nacional e internacional por envolver uma cidadã estrangeira e por ter ocorrido durante uma das maiores festas populares do país, realizada na cidade de Salvador.

Organizações de defesa dos direitos das mulheres acompanharam a divulgação do caso e cobraram transparência na condução das investigações, além de proteção à denunciante.

Especialistas em segurança pública avaliam que grandes eventos exigem protocolos ainda mais rígidos de controle, identificação de agentes e monitoramento de ocorrências sensíveis.

A polícia técnica foi acionada para realizar exames e laudos que possam contribuir para a verificação material dos fatos narrados no registro oficial.

O governo estadual informou que mantém canais permanentes de denúncia e atendimento durante o Carnaval, com equipes multidisciplinares posicionadas em pontos estratégicos.

Dados preliminares indicam que o fluxo de pessoas na região no horário aproximado da ocorrência era elevado, o que amplia o volume de registros de imagem e depoimentos potenciais.

Investigadores também trabalham na coleta de relatos de testemunhas que possam ter presenciado movimentações suspeitas nas proximidades do sanitário químico citado.

O andamento do inquérito seguirá sob sigilo legal, prática comum para proteger envolvidos e não comprometer a produção de provas.

Até a conclusão das apurações, as autoridades ressaltam que todas as informações devem ser tratadas como denúncia em investigação, sem prejulgamentos, até que os fatos sejam totalmente esclarecidos.

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