MPOX a doença viral: sintomas, como se transmite e tratamento

A Mpox (antigamente chamada de varíola dos macacos) voltou ao centro das atenções globais, não apenas como uma notícia passageira, mas como um lembrete de que o mundo das doenças virais é persistente.

Mais do que um surto isolado, a Mpox exige uma compreensão clara para evitar o estigma e, principalmente, a desinformação que gera pânico desnecessário.

O Que É e Como se Comporta?

A Mpox é uma doença causada por um vírus que pertence à mesma família da varíola humana, embora seja menos letal. O nome foi alterado pela Organização Mundial da Saúde para evitar preconceitos contra animais e regiões específicas, focando no que realmente importa: a biologia do vírus.

A Transmissão: O Contacto é a Chave

Ao contrário de vírus como a gripe ou a COVID-19, que se espalham facilmente pelo ar a longas distâncias, a Mpox prefere a proximidade.

  • Contacto Directo: A principal via é o toque em feridas, crostas ou fluidos corporais de uma pessoa infectada.
  • Contacto Íntimo: O contacto pele com pele, incluindo relações sexuais, tem sido uma via importante de transmissão nos surtos recentes.
  • Objectos Contaminados: Partilhar roupas de cama, toalhas ou talheres com alguém doente pode transportar o vírus.
  • Gotículas: Embora menos comum, o contacto prolongado face a face pode permitir a transmissão através de gotículas respiratórias.

Sinais de Alerta: O Corpo Avisa

A doença costuma manifestar-se em fases. O “e daí?” clínico é estar atento ao aparecimento das lesões após os primeiros sintomas gerais.

  1. Fase Inicial: Febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, cansaço e o inchaço dos gânglios linfáticos (uma característica que a distingue de outras doenças semelhantes).
  2. Fase de Erupção: Aparecem as famosas borbulhas ou feridas, que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo, incluindo mãos, pés e áreas genitais. Estas feridas passam por várias etapas (bolhas com líquido, pus) até formarem uma crosta e caírem.

Tratamento e Prevenção: O Caminho da Recuperação

Na maioria dos casos, a Mpox é “autolimitada”, ou seja, o corpo consegue combater o vírus sozinho num período de duas a quatro semanas.

  • Tratamento: Foca-se em aliviar os sintomas (febre e dor) e cuidar das feridas para evitar infecções secundárias por bactérias. Em casos graves ou em pessoas com imunidade baixa, podem ser usados antivirais específicos.
  • Vacinação: Já existem vacinas que ajudam a prevenir a doença ou a reduzir a sua gravidade, mas estas são geralmente reservadas para grupos de alto risco ou pessoas que tiveram contacto directo com infectados.

O Ceticismo Necessário

Não devemos tratar a Mpox como uma “nova pandemia global” nos mesmos moldes de 2020, mas também não podemos ignorá-la. A vigilância é a nossa melhor ferramenta. O perigo real não reside apenas no vírus, mas na demora em procurar ajuda por medo de julgamentos sociais.

A Mpox é uma questão de saúde pública, não de moralidade. Quanto mais rápido o isolamento e o diagnóstico acontecerem, menor é a circulação do vírus na comunidade.

A pergunta final que fica para todos nós é: estamos preparados para lidar com novos surtos virais com base na ciência e no cuidado, ou vamos deixar que o estigma atrase mais uma vez a resposta da saúde?

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