Motorista que matou médica desviou R$ 200 mil da conta dela

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Rafael Henrique Dutra da Silva, trabalhava para Gabriela como motorista, mas também fazia pagamentos, transações bancárias e resolvia problemas burocráticos para ela, por isso tinha seus cartões e senhas.

Gabriela Rebelo Cunha, 44 anos,  era cirurgiã geral e ex-diretora do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), e foi morta por asfixia em outubro do ano passado.

A médica havia desaparecido em 24 de outubro de 2018 e na última segunda-feira (28), seus restos mortais foram encontrados

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A ossada estava em um matagal, às margens da rodovia DF-001, em Brazlândia. Foi o próprio Rafael que levou a polícia até lá, depois de sua prisão.

Rafael começou a trabalhar com Gabriela através de indicação de sua mãe que também já havia trabalhado com a vítima, ele tinha sua total confiança, além de motorista, fazia vários outros trabalhos para ela, e por isso tinha acesso as suas contas bancárias e cartões de banco.

“Como a mãe de Rafael ficou doente, o filho a substituiu e logo passou a ter acesso a cartões bancários, senha e até uma procuração com amplos poderes para resolver todas as pendências da médica”, afirmou o diretor da DRS, delegado Leandro Ritt.

Desvios
Segundo as investigações, Rafael pagava contas, resolvia pendências e até atuava como corretor – ele vendeu, pelo menos, um dos imóveis da médica por R$ 70 mil, em Pirenópolis (GO). Mensalmente, o homem desviava cerca R$ 1,5 mil para suas contas pessoais. Ao todo, o criminoso teria movimentado R$ 200 mil.

Mas quando Gabriel começou a namorar, o companheiro aconselhou a mulher a retirar os cartões e os poderes que havia concedido a Rafael, que então passou a planejar a morte da patroa, a fim de ficar com seu patrimônio.

Rafael então entrou em contato com um homem conhecido como Baiano, que teria conhecido quado cumpriu pena Centro de Internação e Reeducação (CIR), no Complexo Penitenciário da Papuda. Rafael tem passagens por estelionato e por tentativa de homicídio, quando ainda era menor de idade.

Em seu depoimento, o motorista contou que ofereceu R$ 5 mil a Baiano para que ele matasse a cirurgiã no dia em que ela fosse a uma agência bancária, em Sobradinho. Rafael simulou um problema com o carro e estacionou em frente a uma parada de ônibus, onde Baiano esperava. Em seguida, o comparsa entrou no carro no banco de trás onde Gabriela estava e a rendeu com uma faca.

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Eles tiram a bolsa e o celular dela e Baiano entrou com ela matagal a dentro.

“Ele contou que ficou no carro e logo perdeu os dois de vista por conta do mato alto”, explicou o delegado.

Ele disse que chegou a ouvir os gemidos e depois Baiano voltou sozinho contando que havia matado Gabriela enforcada com uma corda, que ficou ao lado do corpo.

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Os dois então seguiram de carro até a Rodoviária do Plano Piloto, onde Baiano recebeu os R$ 5 mil por ter cometido o crime.

Nas semanas seguintes, Rafael fez diversos saques bancários das contas de Gabriela, chegando a comprar um carro popular com o dinheiro da vítima. “Além disso, ele ficou até o dia 27 de dezembro usando o telefone dela por meio de aplicativos e conversando com a família da médica e colegas de trabalho para simular que a médica estava viva”, disse Leandro Ritt.

Ele então, despediu empregados, devolveu o imóvel que ela alugava, e fez muitas transações bancárias, e dizia a família que ela estava internada.

“Como desculpa, ele continuava sustentando que Gabriela estava internada em uma clínica, tanto para a família quanto nos locais onde Gabriela trabalhava”, ressaltou o delegado.

A família e os amigos não estranharam a situação, porque ela já havia sido internada anteriormente para tratar de depressão.

Quando a polícia começou a investigar o crime, descobriram o plano do motorista. Os policiais encontraram os dois carros da médica, que estavam em poder de Rafael, e uma série de objetos retirados do apartamento dela. Ele foi indiciado por latrocínio e ocultação de cadáver.

A polícia ainda procura pelo comparsa de Rafael que teria ajudado a matar a vítima.


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Written by Ana Paula

Jornalista de profissão, e redatora por vocação. Escrevo com prazer tentando passar em palavras, emoções que possam tocar a vida das pessoas. Nas horas vagas mamãe de gatos e degustadora de cafés, que são meus grandes amores.

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