O incidente de um menino de 12 anos baleado dentro de uma escola durante uma operação policial no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, é a manifestação mais cruel do fracasso do Estado em proteger seus cidadãos, especialmente os mais vulneráveis. A escola, que deveria ser um santuário de segurança e aprendizado, foi transformada em uma zona de guerra, expondo a falência do planejamento e da execução das operações em áreas densamente povoadas.
O Alvo Inaceitável: A Escola e a Infância
Baleamentos de crianças são tragédias, mas o fato de o incidente ocorrer dentro de uma instituição de ensino eleva a gravidade a um nível intolerável. A escola, simbolicamente, representa a esperança e o futuro. Quando a violência armada invade esse espaço, o recado é devastador:
Violação de Direitos: O direito à vida, à segurança e à educação é violado de forma flagrante.
Trauma Coletivo: O evento traumatiza não apenas o menino e sua família, mas toda a comunidade escolar, incluindo alunos, professores e funcionários.
A prioridade absoluta em qualquer operação policial deve ser a preservação da vida civil, especialmente a de crianças. O tiro que atingiu o menino é uma prova de que esse princípio foi ignorado ou falhou catastroficamente. .
A Falha no Planejamento Operacional
As operações policiais em favelas e complexos são frequentemente criticadas pela intensidade e falta de inteligência prévia, resultando em confrontos indiscriminados. O caso da Maré exige uma investigação imediata e transparente para determinar a origem do disparo.
De Onde Veio o Tiro? A responsabilidade pelo disparo – seja ele de agentes de segurança ou de grupos criminosos – não diminui a responsabilidade do Estado por permitir que o confronto ocorra em um horário e local de alta vulnerabilidade.
A Abstinência de Força: As diretrizes internacionais e até mesmo as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) exigem que a força seja o último recurso, especialmente próximo a hospitais e escolas.
O ceticismo nos obriga a questionar a eficácia de operações que, rotineiramente, resultam em vítimas inocentes. O ganho tático de prender um criminoso ou apreender armas nunca justifica o preço da vida ou da segurança de uma criança.
O “E Daí” e a Exigência de Responsabilização
O “e daí” dessa tragédia é a exigência de responsabilização total. Não basta apenas lamentar; é preciso que as autoridades identifiquem os responsáveis pelo disparo e revejam de forma urgente e rigorosa os protocolos operacionais para a intervenção em áreas de conflito.
O episódio no Complexo da Maré é um lembrete doloroso de que a guerra contra o crime não pode ser travada à custa da vida de crianças. A comunidade, agora mais uma vez traumatizada, exige que a Justiça e a Paz sejam priorizadas sobre o confronto.
O Reflexo da Violência
O caso é o reflexo da violência estrutural que atinge as comunidades periféricas, onde a separação entre o legal e o ilegal se esvai.
O Drama Familiar
O drama da família do menino, que enviou o filho para a escola esperando segurança e recebeu a notícia de um baleamento, é incalculável.
A Missão da Escola
A escola, sob as condições de violência urbana, é forçada a suspender suas atividades, minando o direito à educação.
A Percepção de Insegurança
O incidente aumenta a percepção de insegurança em toda a região e mina a confiança nas instituições de segurança.
A Necessidade de Perícia
A perícia balística será crucial para determinar a trajetória e a origem do projétil, um passo essencial para a responsabilização.
O Papel das ONGs
As organizações não governamentais (ONGs) que atuam na Maré serão fundamentais no apoio psicológico à comunidade escolar.
O STF e o Controle
O STF tem um papel ativo na fiscalização das operações policiais no Rio de Janeiro, e este caso certamente estará sob seu escrutínio.
A Voz da Comunidade
A voz da comunidade, que é a principal vítima do fogo cruzado, deve ser o fio condutor para a mudança nos protocolos de segurança.

