Uma tragédia registrada no início de janeiro mobilizou as autoridades e gerou comoção em redes sociais e comunidades locais. Em Maragogi, no litoral norte de Alagoas, mãe e filho perderam a vida em circunstâncias que ainda estão sob investigação após serem encontrados mortos na piscina de uma pousada onde estavam hospedados em férias.
As vítimas foram identificadas como Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e seu filho Arthur Klein Helfstein Alves, de 11 anos. Ambos eram moradores de São Paulo e tinham viajado ao destino turístico para aproveitar dias de descanso e lazer em um dos principais pontos da costa alagoana.
O incidente ocorreu no domingo, dia 4 de janeiro de 2026. De acordo com relatos preliminares, Luciana e Arthur foram vistos pela última vez na área da piscina da Almaré Pousada Exclusiva, estabelecimento de alto padrão que oferecia acomodações e estrutura de lazer aos hóspedes.
O companheiro de Luciana, que os acompanhava na viagem, relatou às autoridades que havia percebido uma falha no chuveiro elétrico do quarto pouco antes dos fatos. Ele teria saído em busca de assistência técnica ou para informar a administração do problema quando a mãe e o filho seguiram para a piscina.
Após notar que Luciana e Arthur não retornavam, o parceiro decidiu procurá-los e encontrou os dois submersos no fundo da piscina. Imediatamente, ele e outros hóspedes tentaram remover as vítimas da água e realizar manobras de reanimação, enquanto o Corpo de Bombeiros era acionado.
As tentativas de socorro continuaram até a chegada da equipe de resgate, mas ambos foram constatados sem vida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. A confirmação dos óbitos foi feita ainda no local de atendimento médico.
Inicialmente, os policiais que atenderam à ocorrência chegaram a registrar o caso como um possível afogamento, considerando que mãe e filho foram encontrados submersos na água. No entanto, a investigação tomou outra direção com a conclusão dos exames cadavéricos.
Os resultados periciais emitidos pelo Instituto Médico Legal (IML) indicaram que tanto Luciana quanto Arthur apresentaram “sinais claros” de eletrocussão, ou seja, exposição a uma descarga elétrica fatal enquanto estavam na piscina. Essa constatação alterou a natureza das investigações e motivou novas diligências técnicas.
A Polícia Civil de Alagoas assumiu a condução do caso e iniciou um processo detalhado de apuração dos fatos, incluindo perícia nas instalações elétricas da área de lazer da pousada e análise de imagens de videomonitoramento do local.
Investigadores buscam determinar se a causa da falha foi decorrente de negligência na manutenção, defeito estrutural ou algum outro fator que tenha permitido a fuga de corrente elétrica na água. Esta etapa é essencial para apontar responsabilidades e prevenir ocorrências semelhantes.
As circunstâncias que levaram à descarga elétrica ainda estão sendo apuradas e as autoridades não descartam nenhum cenário, inclusive falhas em equipamentos submersos ou sistemas de iluminação inadequadamente isolados.
Familiares e amigos de Luciana e Arthur relataram choque e tristeza diante da perda repentina. Redes sociais foram usadas para prestar homenagens e recordar momentos vividos com as vítimas, destacando aspectos da vida pessoal e da rotina que ambos levavam em São Paulo.
Luciana, descrita por conhecidos como dedicada e trabalhadora, desempenho funções como motorista por aplicativo e participação em eventos e feiras nos finais de semana. Arthur, seu único filho, estava matriculado na escola e preparava-se para iniciar o 7º ano do ensino fundamental em 2026.
O sepultamento dos dois ocorreu na cidade de origem, em São Paulo, com a presença de parentes próximos e amigos. A cerimônia foi marcada por emoção e lembranças da relação entre mãe e filho, que compartilhavam momentos de afeto e companheirismo.
Até o momento, a administração da pousada não divulgou um posicionamento oficial detalhado sobre as causas do acidente, limitando-se a afirmar que está colaborando com as investigações e que acionou prontamente os serviços de emergência após o resgate das vítimas.
Especialistas em segurança de instalações elétricas consultados de forma independente ressaltam que áreas com presença de água exigem sistemas de proteção rigorosos, incluindo aterramento adequado e dispositivos de interrupção de circuito sensíveis para prevenir choques acidentais.
A tragédia em Maragogi reacende discussões sobre a importância da manutenção preventiva e da inspeção regular em equipamentos elétricos de estruturas turísticas, sobretudo aquelas que combinam água e eletricidade em ambientes de uso público.
Autoridades sanitárias e de turismo ainda não emitiram diretrizes específicas em resposta ao caso, mas a expectativa é de que o desfecho da investigação possa resultar em recomendações mais rígidas para estabelecimentos com piscinas e áreas de lazer similares.
Testemunhas que estavam no local no momento do incidente relataram a comoção generalizada entre os hóspedes, muitos dos quais auxiliaram no resgate e compartilharam relatos do impacto emocional causado pelo acontecimento.
O caso segue em análise e as conclusões finais dependerão da integração dos laudos técnicos às linhas de investigação da Polícia Civil, que permanece a postos para esclarecer todas as etapas do que se configurou como um episódio fatal em um destino turístico tradicional do Nordeste brasileiro.
A partir dos próximos dias, novos detalhes técnicos e declarações oficiais podem ser divulgados pelas autoridades à medida que o processo investigativo avance, oferecendo maior clareza às circunstâncias que culminaram no acidente.

