Mãe é encontrada m*rta e concretada; investigações indicam participação da filha de 14 anos e do namorado no cr*m3

O corpo de uma mulher foi oficialmente identificado pelas autoridades após ter sido localizado concretado no fundo de um poço no quintal de uma residência em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em um caso que mobilizou policiais civis e equipes especializadas de busca. A necropsia confirmou que se tratava de Rosa Maria da Silva, de 53 anos, cujo desaparecimento vinha sendo investigado desde setembro, quando ela e a filha foram dadas como desaparecidas.

O caso começou a ganhar contornos distintos após a família registrar o desaparecimento das duas, o que motivou diligências iniciais com pouco direcionamento até que indícios mais sólidos surgiram durante as investigações policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG).

Conforme apurado, a adolescente de 14 anos teria confessado a autoria do crime, revelando que passou a planejar e executar a morte da mãe em conjunto com o namorado, identificado como Marcelo Pacheco Coelho de Souza, de 41 anos. Ambos teriam participado ativamente da agressão que resultou no óbito da vítima.

Segundo relata a investigação, Rosa Maria foi atacada com diversos golpes de madeira na cabeça, ferimentos estes que, somados aos elementos reunidos pela perícia, confirmaram a causa violenta da morte antes do enterro clandestino.

Após a agressão, os suspeitos teriam colocado o corpo de Rosa Maria em um tonel com água e transportado até o quintal da casa de Marcelo, no bairro Anaiá, onde o esconderam no fundo de um poço profundo e o selaram com concreto na tentativa de ocultar evidências.

A operação para localizar o corpo durou mais de 15 horas e contou com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil e do 20º Grupamento de Bombeiros Militar, que utilizaram equipamentos de engenharia para a retirada do tonel concretado.

Durante o procedimento de busca, os investigadores encontraram indícios que corroboravam a confissão da adolescente, o que acelerou a prisão em flagrante de Marcelo, que acabou admitindo sua participação no crime e na ocultação do cadáver.

A adolescente foi apreendida e encaminhada às autoridades competentes para responder por ato infracional, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece diretrizes específicas para menores envolvidos em crimes graves.

As investigações preliminares apontam que o motivo do homicídio estaria relacionado à oposição de Rosa Maria ao relacionamento entre sua filha e Marcelo, uma divergência que se agravou a ponto de culminar na decisão de matar a própria mãe, segundo a confissão da jovem.

O desaparecimento de Rosa Maria e da adolescente havia sido registrado pela família meses antes da descoberta do corpo, o que inicialmente dificultou as diligências até que provas apontassem para uma possível tragédia familiar.

Na delegacia, a adolescente relatou aos policiais detalhes que levaram à localização do cadáver e ajudaram a mapear a sequência dos eventos que antecederam a morte de sua mãe, inclusive indicando onde o corpo estava sendo mantido.

O envolvimento direto da jovem no crime e a participação ativa do namorado foram elementos determinantes para a prisão do homem e a apreensão da menor, enquanto a Polícia Civil segue aprofundando as provas para esclarecer todos os aspectos do caso.

Especialistas em segurança pública consultados pela reportagem observam que casos envolvendo menores em crimes tão graves exigem análise detalhada não apenas da dinâmica dos fatos, mas também de fatores sociais e familiares que podem ter contribuído para a construção de uma trama violenta como esta.

O episódio ganhou ampla repercussão entre moradores de São Gonçalo e em redes sociais, provocando debates sobre violência doméstica, o papel da família na prevenção de crimes e as lacunas existentes na convivência cotidiana de pais, filhos e parceiros.

Autoridades destacam que o sigilo de todo o procedimento investigativo é essencial para preservar a integridade do processo judicial e a proteção da menor envolvida, que agora responderá por ato infracional, conforme prevê a legislação brasileira.

O caso segue sob responsabilidade da DHNSG, que continuará coletando depoimentos, analisando provas periciais e trabalhando para concluir o inquérito com a maior precisão possível, de modo a levar os responsáveis à Justiça.

A resposta institucional frente a casos de desaparecimento com desfechos trágicos como este costuma envolver não apenas repressão policial, mas também a criação de protocolos preventivos e de apoio a famílias em situação de risco, segundo especialistas em políticas públicas.

Familiares e vizinhos de Rosa Maria descreveram a mulher como alguém reservada, e relataram choque ao tomarem conhecimento dos detalhes divulgados pela investigação policial, evidenciando a complexidade psicológica e social do caso.

A conclusão da necropsia que confirmou a identidade da vítima foi um passo fundamental para assegurar que as diligências prosseguissem com base científica e técnica, dando respaldo às linhas de investigação que apontam para a participação direta da adolescente e de seu namorado no crime.

As autoridades informam que a continuidade das apurações poderá revelar outros elementos relevantes, incluindo possíveis testemunhas ou novas evidências que ajudem a esclarecer todas as circunstâncias que cercam esse episódio de extrema violência familiar.

A sociedade civil acompanha com preocupação os desdobramentos do caso, que traz à tona questões sensíveis sobre convivência familiar, influência de relacionamentos abusivos e a necessidade de mecanismos de proteção mais eficazes para adolescentes em conflito com a lei.

As investigações permanecem em andamento, com a Polícia Civil afirmando que continuará a trabalhar para esclarecer eventuais dúvidas e completar o inquérito de forma a permitir que o caso seja adequadamente julgado pela Justiça.

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