Mãe de Henry Borel revela o que aconteceu 4 anos depois

Aos quatro anos de idade, Henry Borel foi privado de vida de forma brutal, e agora sua mãe, Monique Medeiros, apresenta uma reviravolta emocional em relação aos fatos daquela noite fatídica. O relato anterior foi substituído por uma nova versão — uma tentativa de colocar-se como agente da verdade —, alterando sua narrativa original sobre o despertar para o drama que mudaria sua vida para sempre

Nas versões iniciais, Monique afirmava ter ido até o quarto do filho, notando que ele estava frio, e então acordado o padrasto, Jairo. Porém agora, ela diz que foi despertada por ele, que a teria chamado para avisar sobre o estado crítico do menino

O peso emocional envolvido na construção e reconstrução desses relatos é avassalador. Monique declara que foi instruída a mentir: “Jairinho pediu para eu mentir! Ele (advogado) falou assim: você vai todos os dias pro meu escritório, nós vamos treinar. E eu sempre falava nos treinos: eu fui acordada pelo Jairo. E ele (o advogado) falava: não, repete tudo de novo. Você não foi acordada pelo Jairo, você acordou o Jairo!”

Além disso, Monique deu um passo ainda mais dramático ao afirmar que suspeita ter sido dopada pelo próprio ex-companheiro. Ela relata ter visto Jairo macerando um comprimido dentro de sua taça e acredita que isso a impediu de ouvir qualquer ruído naquela noite — incluindo o momento em que a violência foi cometida contra Henry

A mãe de Henry foi enfática em apontar o padrasto como o responsável pela morte do filho. “O Jairo é um grande mentiroso. Ele é o assassino do meu filho. A pessoa que dormia do meu lado, o vereador, pai de três filhos. Ninguém imaginaria que uma pessoa daquela pudesse fazer algo tão perverso com uma criança tão dócil. Meu filho era tão amoroso, ele falava todos os dias para mim que eu era linda! Ele me abraçava, enchia de beijos. Era meu melhor amigo, meu maior amor, tudo pra mim”

Monique ainda recorda a dificuldade em rememorar aquela madrugada: moravam em quartos separados naquela noite. Henry dormia junto dela, enquanto ela e Jairo estavam no quarto de hóspedes, o que reforça a distância emocional e física naquele momento tão crítico

A proximidade emocional do menino com a mãe também é destacada em outros depoimentos: ele costumava expressar carinho, dizendo frases como “Mamãe, eu vou cuidar de você para sempre” — memória agora invadida pelo choque da perda

O próprio pai biológico de Henry, Leniel, se mantém firme em responsabilizar ambos: “Entraram dois adultos e uma criança e a criança saiu morta! Até que me provem o contrário, foram os dois”

A inversão da narrativa imposta a Monique por Jairinho e pelo advogado evidencia um jogo emocional e psicológico profundo, onde manipulações se mesclam à dor irreparável. O processo criminal que segue busca reconstruir os fatos e assegurar que a justiça prevaleça

O cenário repercute nacionalmente não apenas pela tragédia, mas por sua dimensão simbólica: casos como os de Henry, Isabella Nardoni e Bernardo Boldrini trazem à tona os perigos ocultos que famílias e instituições geralmente ignoram

A justiça, nesse caso, avança com o juiz recolhendo depoimentos, laudos e relatórios técnicos. O processo — que culminou na Lei Henry Borel — reforça a proteção penal de crianças menores de catorze anos, reafirmando a necessidade de uma resposta legal robusta

Essa lei, pessoal e dolorosamente motivada pela morte de Henry, tornou-se marco no endurecimento das punições para homicídio infantil e violência doméstica contra menores

O caso, hoje, permanece sendo investigado e levará os acusados a julgamento. A consolidação das versões e provas determinará a direção judicial e histórica desse episódio tão marcante

É essencial que a narrativa — ainda que mutável — seja vista com olhar crítico, imbuído de empatia, buscando reconstruir a verdade para que eventos como esse jamais se repitam.

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