Jovem é esfaqueada mais de 15 vezes e está na UTI, após recusar pedido de namoro

Uma jovem de 20 anos permanece internada em estado grave após um ataque a faca em sua casa no bairro Galo Branco, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O episódio ocorreu na noite de sexta-feira, 6 de fevereiro, e é investigado pela polícia como uma tentativa de feminicídio.

As autoridades identificaram a vítima como Alana Anísio Rosa, estudante que foi socorrida por familiares e levada imediatamente a um hospital particular da região. Relatórios médicos indicam que ela foi submetida a cirurgia e segue em coma induzido sob ventilação mecânica.

Segundo a Polícia Militar, o suspeito do ataque, Luiz Felipe Sampaio, de 22 anos, foi preso por agentes do 1º Batalhão após a chegada de parentes ao local e encaminhado à 73ª Delegacia de Polícia (Neves). A Justiça converteu sua prisão temporária em preventiva.

Testemunhas e familiares relataram que Alana e o acusado nunca mantiveram um relacionamento amoroso formal. Os dois teriam passado a se comunicar depois que ele a viu em uma academia na cidade.

Nos meses anteriores ao crime, Sampaio teria enviado presentes, incluindo flores e chocolates, para a casa da jovem. Bilhetes acompanhavam os itens, alguns com pedidos para iniciar um namoro.

Em dezembro de 2025, ao se identificar em um dos presentes, Sampaio entregou um bilhete pedindo que Alana fosse sua namorada. A jovem, orientada pelos pais, recusou a proposta.

A mãe da estudante, Jaderluce Anísio de Oliveira, divulgou nas redes sociais que Alana agradeceu pelos presentes, mas explicou que não pretendia iniciar um relacionamento no momento porque estava “focada nos estudos” e que seu “sonho é ser médica”.

Após a recusa, a comunicação entre os dois teria se intensificado, com manifestações persistentes do suspeito, segundo relatos familiares. Investigações preliminares indicam sinais de perseguição.

Na quinta-feira anterior ao ataque, Sampaio tentou se aproximar da residência de Alana, mas foi afugentado pelo cão da família.

No dia seguinte, ele retornou à casa e, de acordo com a polícia, invadiu o imóvel e desferiu mais de 15 golpes de faca contra a jovem.

A vítima sofreu ferimentos em diversas partes do corpo e no rosto, o que exigiu procedimentos cirúrgicos e cuidados intensivos. A gravidade dos ferimentos levou os médicos a manterem a jovem em coma induzido para proteger suas funções vitais.

Parentes que estiveram no hospital descreveram o momento em que encontraram Alana gravemente ferida e relataram a correria que se seguiu para tentar salvá-la.

A investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de São Gonçalo, que já formalizou a autuação de Sampaio por tentativa de feminicídio.

Especialistas ouvidos por veículos locais apontam que casos em que a violência emerge após a recusa de avanços amorosos configuram uma preocupação crescente nas estatísticas de crimes motivados por gênero no Brasil.

Organizações de defesa dos direitos das mulheres sublinham a importância de políticas públicas eficazes de prevenção e proteção, bem como de apoio às vítimas e familiares desses crimes.

A família de Alana tem pedido que a Justiça acompanhe o caso com rigor e que o acusado permaneça detido pelo tempo necessário, argumentando que a gravidade do ataque exige medidas firmes.

Enquanto isso, a jovem segue internada e sua recuperação é acompanhada de perto pelos médicos, que ainda avaliarão a necessidade de cirurgias adicionais, inclusive plásticas, conforme evolução clínica.

O caso gerou repercussão em São Gonçalo e mobilizou debates sobre violência contra mulheres e a responsabilização de agressores nos meios jurídicos e sociais da região.

Autoridades reforçam que qualquer forma de perseguição ou insistência após uma negativa clara deve ser encarada como um alerta de risco, incentivando denúncias às forças de segurança.

A Polícia Civil continua a apuração e não divulgou detalhes sobre a linha de defesa do suspeito ou possíveis depoimentos prestados após a prisão.

Familiares de Alana organizaram uma rede de apoio e pedem que a sociedade colabore com informações e iniciativas que possam prevenir episódios semelhantes no futuro.

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