Após sucessivos confrontos com Israel desde 2024, o arsenal do Irã sofreu redução significativa. Ataques israelenses, com apoio dos Estados Unidos, tiveram como foco depósitos de armas e instalações de produção militar.
Estimativas apontam que, depois da guerra de 12 dias em junho de 2025, o Irã teria reduzido seu estoque de mísseis de cerca de 2.500 para algo entre 1.000 e 1.500 unidades. No entanto, avaliações mais recentes indicam que o país já estaria reconstruindo parte desse inventário estratégico.
Entre os principais sistemas aéreos iranianos destacam-se:
Soumar-
Míssil de cruzeiro de longo alcance.
Alcance aproximado: até 3.000 km.
Capaz de atingir alvos em grande parte do Oriente Médio e até regiões da Europa Oriental.
Sejjil –
Míssil balístico de médio alcance.
Alcance aproximado: cerca de 2.000 km.
Abrange países vizinhos, além de áreas estratégicas na Ásia Central e no Golfo.
Shahed-129 –
Drone de ataque.
Alcance máximo estimado: até 1.700 km.
No entanto, depende de controle terrestre, o que pode limitar seu alcance operacional efetivo para algo entre 200 e 400 km.
O mapa demonstra que, a partir do território iraniano, esses sistemas conseguem cobrir praticamente todo o Oriente Médio, incluindo Israel, Turquia, Arábia Saudita e partes do Norte da África, além de alcançar áreas da Europa Oriental e do Sul da Ásia, dependendo do equipamento utilizado.
Especialistas apontam que, apesar das perdas recentes, a capacidade estratégica iraniana ainda representa um fator relevante no equilíbrio regional. A reconstrução do estoque e o avanço tecnológico continuam sendo monitorados por centros de estudos estratégicos e forças militares internacionais.
O cenário permanece dinâmico e sensível. A evolução do arsenal iraniano pode impactar diretamente a segurança regional e as relações geopolíticas globais nos próximos anos.

