Incêndio da boate Kiss completa 6 anos sem julgamento de réus

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6 anos depois de uma das maiores tragédias do Brasil, ninguém foi responsabilizado e nenhuma indenização foi paga as vítimas e famílias.

Tragédia da Boate Kiss, que aconteceu na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul completa 6 anos, sem que tenha acontecido o julgamento dos quatro réus acusados pelas 242 mortes.

Neste domingo 27 de janeiro, o Brasil está em comoção pela tragédia de Brumadinho, e por isso pouco foi falado sobre uma outra ferida que ainda não fechou no coração do povo brasileiro, a tragédia na Boate Kiss.

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Até hoje o incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, cidade gaúcha onde 242 pessoas morreram e mais de 600 ficaram feridas, foi um dos mais graves acidentes com fogo, só ficando abaixo em número de vítimas fatais, para a tragédia do Gran Circus Norte-Americano em Niterói (RJ), em 1961, quando 503 pessoas morreram.

Os 4 réus são, os músicos Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos, que disparou o artefato pirotécnico que causou o incêndio no palco da boate, e os antigos donos da casa, Elissandro Callegaro Spohr, o Kiko, e MauroLondero Hoffmann, o Maurinho. Todos eles chegaram a ser presos, mas acabaram soltos.

Agora a justiça gaúcha decide se eles devem ir a juri popular ou não, e isso aumenta a sensação de impunidade para as famílias dos mortos e para as vítimas que sobreviveram, lembrando que muitas têm sequelas permanentes em decorrência do incêndio.

“A gente sabe que um processo do volume desses, com tantas vítimas, tem um trâmite mais demorado. Mas para nós, pais, é uma eternidade, é cruel. A Justiça está demorando e isso nos deixa com o gosto amargo da injustiça”, afirma Flavio Silva, pai de Andrielle Righi Silva, uma das vítimas do incêndio.

O impasse na Justiça é sobre como será o julgamento. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) decidiu que não haverá júri popular. Esta decisão significou que os quatro réus seriam julgados por homicídio culposo e não por homicídio com dolo eventual (quando o acusado, por suas ações, assume o risco de matar). O Ministério Público tenta reverter a decisão por meio de um recurso especial tramita junto ao Superior Tribunal de Justiça em Brasília.

Uma série de atividades em homenagem as vítimas e também uma forma de cobrar que a tragédia não caia no esquecimento, acontece na cidade durante a semana, e uma das mais emocionantes é a vigília, que se repete todos os anos, e conta com a participação de um grupos tradicionalistas do Rio Grande do Sul.

Neste ano, 30 cavalarianos, saíram em cavalgada de São Gabriel e percorreram mais de 160 km, para participar com os familiares da vigília e homenagear amigos que perderam a vida na tragédia.

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O momento foi marcado por emoção, lágrimas e muita saudade.

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Written by Ana Paula

Jornalista de profissão, e redatora por vocação. Escrevo com prazer tentando passar em palavras, emoções que possam tocar a vida das pessoas. Nas horas vagas mamãe de gatos e degustadora de cafés, que são meus grandes amores.

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