Um acidente fatal marcou a manhã de terça-feira (18) em Praia Grande (SP), no bairro Vila Tupi. Um idoso de 68 anos morreu após cair do 15º andar enquanto instalava luzes de Natal na sacada do próprio apartamento.
De acordo com informações da Polícia Militar, a esposa do homem relatou que ele havia decidido colocar os enfeites ainda cedo, como fazia todos os anos, e estava animado para iniciar as decorações de fim de ano.
Momentos depois de começar o trabalho, ela ouviu um barulho forte vindo da área externa. Assustada, correu para a janela e percebeu que o marido havia caído. Ele estava na área comum do condomínio, já inconsciente.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram chamadas imediatamente pelos moradores e pela própria família. Os socorristas chegaram rapidamente, mas só puderam constatar o óbito no local.
A Polícia Científica foi acionada e realizou os primeiros procedimentos de perícia. As autoridades também isolaram a área para evitar a circulação de moradores e garantir o trabalho técnico.
O caso foi registrado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) como “morte acidental / morte suspeita”, classificação padrão para situações em que a queda não é testemunhada diretamente. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames.
Ainda segundo a esposa da vítima, o idoso perdeu o equilíbrio enquanto decorava o parapeito externo da sacada. Não havia, aparentemente, nenhum equipamento de segurança, como cintos, apoios ou dispositivos de proteção contra quedas, que poderiam ter evitado o acidente.
A tragédia reacende discussões sobre os riscos de acidentes domésticos envolvendo idosos.
Muitas vezes, tarefas simples — como instalar luzes, trocar lâmpadas ou limpar janelas — exigem mais cuidados do que se imagina, especialmente quando realizadas em locais altos.
Especialistas em segurança doméstica alertam que trabalhos em altura, mesmo em ambientes residenciais, devem sempre ser feitos com equipamentos adequados ou com auxílio de profissionais especializados. Acidentes desse tipo costumam aumentar durante o período de festas.
Vizinhos relataram que o casal era querido no condomínio e que o idoso tinha o hábito de enfeitar a casa no Natal, tradição que mantinha há anos.
O clima no prédio ficou de comoção e silêncio após o ocorrido.
O condomínio, por sua vez, orientou os moradores a redobrarem os cuidados ao manusear enfeites externos e destacou que áreas de parapeito e sacadas exigem atenção máxima, principalmente para pessoas com limitações de mobilidade.
A investigação seguirá analisando imagens de câmeras de segurança, depoimentos de moradores e condições estruturais do local de onde o idoso caiu. O objetivo é esclarecer se houve apenas um desequilíbrio ou se algum fator estrutural contribuiu para a queda.
O caso também abre espaço para uma reflexão mais ampla: enquanto o espírito natalino costuma inspirar alegria, união e tradição, muitas famílias acabam se expondo a riscos inadvertidos ao tentar preparar suas casas. A prevenção, portanto, deve fazer parte da rotina de fim de ano.

