A morte do cachorro comunitário conhecido como Caramelo provocou forte comoção na Zona Leste de São Paulo e reacendeu o debate sobre violência contra animais em áreas urbanas.
O episódio ocorreu na Avenida Ragueb Chofi, em frente a um shopping center bastante movimentado, em um horário de grande circulação de pessoas.
Segundo relatos de testemunhas, a situação teve início após uma discussão entre um casal que estava na calçada, chamando a atenção de quem passava pelo local.
O cachorro Caramelo era conhecido por frequentar diariamente o entorno do centro de compras e era cuidado de forma coletiva por comerciantes e seguranças.
De acordo com funcionários, o animal costumava permanecer dentro do estabelecimento, onde encontrava abrigo e alimento regularmente.
No momento do crime, Caramelo estava no interior do shopping, quando um segurança decidiu abrir o portão para verificar o barulho vindo da área externa.
Ao perceber a movimentação e os gritos na calçada, o cachorro saiu e começou a latir em direção ao casal envolvido na discussão.
Testemunhas afirmam que o homem aparentava estar embriagado e reagiu de forma agressiva à presença do animal.
Ainda conforme os relatos, ele sacou uma arma de fogo e passou a atirar em plena via pública, diante de várias pessoas.
Foram efetuados 12 disparos, sendo que nove atingiram diretamente o cachorro comunitário.
Caramelo morreu no local, sem chance de socorro, o que causou desespero entre comerciantes, clientes e seguranças.
A cena gerou pânico e levou pessoas a se abrigarem dentro do shopping center por medo de novos disparos.
Após o crime, o autor dos tiros deixou o local, enquanto testemunhas acionavam as autoridades.
O caso passou a ser tratado como crime de maus-tratos seguido de morte, além de outros possíveis enquadramentos legais.
A morte de um cachorro comunitário, figura comum em centros urbanos, levantou questionamentos sobre segurança e fiscalização.
Especialistas destacam que animais comunitários são protegidos por lei e não podem ser alvo de violência.
O episódio também reacendeu discussões sobre o porte e uso ilegal de armas de fogo em locais públicos.
Moradores da região relataram indignação e tristeza, afirmando que Caramelo era dócil e não representava ameaça.
A repercussão do caso nas redes sociais ampliou a pressão por responsabilização do autor dos disparos.
O assassinato de Caramelo reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção animal e à prevenção da violência urbana.

