Um homem britânico foi ferido a golpes de faca por sua ex-esposa após admitir ter matado dois cães que pertenciam à mulher, em um episódio que misturou desentendimento conjugal com uma ação extrema contra animais de estimação.
O caso ocorreu na cidade de Norfolk, no sudeste da Inglaterra, e remonta a julho de 2025, quando os fatos se deram durante o período em que a ex-parceira dela estava fora da residência.
A agressora, identificada como Claire Bridger, e o agredido, identificado como Keith Bridger, haviam sido casados por cerca de quatro décadas antes de a relação chegar ao fim e gerar uma sequência de eventos que culminaram na agressão física.
Após a separação, o casal deixou a guarda dos dois cães sob responsabilidade de Claire, conforme acordado no início do processo de divórcio iniciado em abril de 2025.
Em determinado momento, Claire viajou para Londres para visitar uma irmã, deixando temporariamente os cães sob os cuidados do ex-marido.
Segundo relatos, o período em que Keith cuidou dos animais se estendeu além do planejado, o que motivou mensagens da filha do casal pedindo que ele facilitasse a volta dos cães para a mãe.
Em uma dessas mensagens, a filha teria afirmado que os cães estavam sendo difíceis de manejar e manifestado desejo de que a mãe retornasse rapidamente para buscá-los.
Quando Claire voltou à cidade, ela dirigiu-se à residência de Keith para recolher pertences pessoais e foi confrontada com o silêncio incomum dos animais.
Do interior do veículo, Claire perguntou diretamente onde os animais estavam, ao que Keith respondeu de forma abrupta: “(Você sabe o que aconteceu com os cachorros. Os cachorros estão mortos. Eu os sacrifiquei)”.
A resposta provocou uma reação imediata e violenta da ex-esposa. Armando-se com um canivete encontrado dentro do carro, Claire atingiu o ex-marido no peito e no abdômen, segundo as informações levantadas pela polícia local.
Equipes de emergência foram acionadas e prestaram socorro a Keith, que sobreviveu aos ferimentos e recebeu atendimento médico.
Claire foi detida ainda no local e posteriormente acusada formalmente por agressão com intenção de causar lesões corporais graves.
No decorrer do processo judicial, a acusada admitiu ter atingido o ex-marido, mas defendeu que agiu sob forte emoção e desespero ao descobrir a morte dos cães.
Os detalhes do julgamento, realizado em 13 de janeiro de 2026, mostraram que o caso chamou atenção não apenas pela violência física entre ex-cônjuges, mas também pela maneira como conflito emocional e responsabilidade sobre animais de estimação podem resultar em escalada de tensão.
Em audiência, a defesa de Claire argumentou que a morte dos animais, que eram considerados membros da família, foi um evento traumático que contribuiu para a reação emocional violenta da ré.
Já a acusação sustentou que a agressão foi uma escolha consciente, e que a tentativa de ferir gravemente o ex-marido não poderia ser justificada apenas como resposta emocional a uma notícia chocante.
Segundo especialistas em comportamento humano ouvidos em discussões similares, confrontos envolvendo antigos parceiros afetivos somados à posse de animais podem agravar sentimentos de perda, ciúme e ressentimento, elevando o risco de incidentes violentos.
Casos análogos no Brasil mostram que conflitos entre ex-companheiros muitas vezes resultam em crimes graves, incluindo tentativas de homicídio ou agressões com faca.
A repercussão do caso ganhou destaque internacional por envolver questões que vão além do âmbito doméstico, alcançando debates sobre direitos dos animais, questões legais pós-separação e regulação de guarda compartilhada de cães e outros pets.
Organizações de proteção animal frequentemente citam episódios como esse para reforçar a importância da mediação profissional em disputas sobre guarda de animais, bem como políticas que considerem o bem-estar dos pets em separações conjugais.
Autoridades locais afirmaram que este caso servirá de alerta sobre os riscos de subestimar os impactos emocionais de crises entre ex-parceiros e que abordagens preventivas devem ser consideradas por serviços sociais e judiciais.
A sentença final, além de consignar responsabilidades penais, enfatizou a necessidade de mecanismos que promovam resolução não violenta de conflitos, inclusive em situações sensíveis relacionadas a separações e à guarda de animais domésticos.

