O estado de Goiás tornou-se palco de um crime que chocou a sociedade e reacendeu o debate sobre a violência doméstica no Brasil. Uma mulher de 33 anos foi brutalmente agredida com um facão pelo companheiro enquanto segurava a filha de quatro meses nos braços. O ataque aconteceu em plena luz do dia, em uma rua movimentada, e foi interrompido por fiéis de uma igreja localizada nas proximidades.
Segundo relatos das autoridades, o agressor, sob efeito de drogas, acusa a companheira de traição e teria iniciado o ataque de forma repentina, desferindo golpes com a arma branca contra a vítima mesmo com a criança no colo. O ato violento, filmado por testemunhas, provocou um clima de tensão no local, com populares tentando conter o criminoso até a chegada da polícia.
Ao tomar conhecimento do ocorrido, membros da comunidade local, liderados por frequentadores da igreja, atuaram com rapidez para resgatar a bebê e afastar o suspeito da mulher, evitando assim uma tragédia ainda maior. A criança, felizmente, não sofreu ferimentos, enquanto a vítima foi socorrida e levada a uma unidade de saúde para avaliação médica.
Imagens registradas no momento do ataque mostram o homem tentando fugir após cometer a agressão. Ele foi localizado escondido em uma construção abandonada e detido pela Polícia Militar. Durante a abordagem, o suspeito não reagiu e foi encaminhado à delegacia, onde foi autuado por lesão corporal dolosa. Apesar da gravidade do crime, o relatório inicial indica que o agressor responderá em liberdade.
De acordo com a mulher agredida, o agressor alegou ciúmes e acusações infundadas de traição como motivação para o ataque. Após o crime, ele tentou fugir do local, mas foi interceptado e detido pela polícia. O caso gerou revolta nas redes sociais e ampla repercussão na imprensa, que chamou atenção para a gravidade da violência doméstica e a necessidade de políticas públicas efetivas para proteger mulheres em situação de risco.
O episódio ocorre em um contexto em que poucas mulheres conseguem denunciar seus agressores por medo de represálias. Dados recentes indicam que grande parte das violências contra mulheres ocorre no âmbito doméstico e muitas vezes permanece impune, alimentando um ciclo que se repete em diferentes regiões do país.
Com a repercussão do caso, autoridades locais destacaram a importância do papel da sociedade civil no enfrentamento à violência doméstica. Especialistas apontam que denúncias pontuais, mesmo em situações que não envolvem risco imediato à vida, podem ser decisivas para evitar tragédias.
A Secretaria de Segurança Pública do estado anunciou que intensificará as operações de proteção à mulher nas áreas consideradas críticas e que acompanhará de perto o desdobramento desse caso. A expectativa é de que a investigação resulte em condenações com pena agravada, considerando o fato de existir uma criança no momento da agressão.
Organizações não governamentais de defesa dos direitos da mulher também se mobilizaram, oferecendo apoio psicológico e jurídico à vítima e reforçando a necessidade de campanhas de conscientização para prevenir novas ocorrências. A denúncia de violência doméstica pode ser feita por ligação ao 180 ou diretamente à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher nas capitais e cidades do interior.

