Garota desabafa após a colega acertá-la com tesoura na aula

A estudante Michele, de 17 anos, compartilhou seu relato sensível após um episódio perturbador na Escola Estadual José Chediak, em São Paulo: ela foi atingida por cortes de tesoura desferidos por uma colega de 18 anos enquanto estava em sala de aula.

O desentendimento anterior entre as duas não tinha cunho de bullying. Michele ressaltou: “A gente tinha tido um desentendimento na terça-feira, não foi por bullying, como eu disse, jamais iria fazer bullying com ela, ela era minha única amiga da sala” fala preservada entre parênteses conforme o original

Na quinta-feira, durante uma conversa com um amigo, Michele afirmou que sua colega interferiu, revelando em voz alta algo que ela havia confiado em sigilo: “ela se intrometeu em uma conversa que eu estava tendo com meu amigo e começou a gritar em alto e bom som uma informação que eu tinha confiado a ela”

O incidente devolveu Michele ao ambiente escolar com tensão crescente: ao retornar do intervalo, ela não encontrou espaço para sentar e educadamente pediu: “boa noite, você pode ir um pouquinho pra trás por gentileza para eu sentar aqui?”, gesto que desencadeou a agressão verbal da colega: “eu não falo com favelada não”

Nesse instante, Michele percebeu a provocação deliberada. Ao responder: “você está me chamando de favelada de novo? Eu só te pedi licença para sentar, não pode dar?”, a tensão escalou, culminando no primeiro contato físico entre elas

A confusão evoluiu quando Michele disse que a colega empurrou sua mesa com força sobre o seu peito, fazendo com que ela empurrasse sua própria cadeira para se proteger. Michele deixou claro que não foi uma agressão proposital, mas um reflexo ágil visando preservar sua integridade física

A tensão se intensificou rapidamente. Michele descreveu que ao afastar a cadeira, sua colega puxou seu cabelo e desferiu socos contra seu rosto. “Quando ela iniciou, eu senti o direito de me defender”, afirmou a jovem, destacando a inevitabilidade da autorresposta

O desfecho foi ainda mais grave: Michele percebeu que a outra adolescente escondia uma tesoura no bolso. Em um momento de desespero, a colega utilizou o objeto contra ela, atingindo seu rosto, seu peito e sua jugular de raspão — um ataque que poderia ter causado ferimento fatal

Imediatamente após o ocorrido, Michele buscou refúgio no banheiro da escola, tentando estancar os ferimentos enquanto aguardava auxílio. A situação exigiu intervenção médica rápida, mas felizmente ela não sofreu danos irreversíveis e recebeu alta médica na madrugada do mesmo dia

A polícia foi acionada ao local, procedeu com os primeiros levantamentos e conduziu a colega de Michele à delegacia. Após prestar depoimento, a agressora foi liberada pelas autoridades .

Michele utilizou as redes sociais para expressar seu estado emocional após o ataque e comentou sua expectativa sobre o desfecho do caso, dizendo que espera que “a justiça faça algo sobre o caso” e que as imagens registradas ajudem nas providências necessárias

Seu relato nas plataformas digitais carrega a percepção de que a violência ocorreu entre colegas que eram próximas, com fundo de desconfiança e falta de controle emocional. A jovem enfatizou que não houve ameaça de sua parte, mas que busca respostas por meio da justiça

Esse episódio evidencia a fragilidade das interações escolares quando conflitos emocionais escalam sem mediação adequada. A situação ilustra a urgência de programas voltados à educação emocional nas escolas, sobretudo para adolescentes em formação.

A trajetória de Michele, de amiga próxima a vítima de violência em sala de aula, destaca o potencial destrutivo de brigas que se originam em espaços de convivência escolar, onde a construção da camaradagem deveria prevalecer.

Por outro lado, a utilização de uma tesoura como arma improvisada levanta questões sobre a segurança desses objetos em salas de aula — um convite à reflexão sobre protocolos de armazenamento e acesso a itens cortantes por estudantes.

Além do impacto físico, Michele enfrenta a reconstrução de sua autoestima após um episódio que extrapola o limite da convivência escolar. O uso do termo ofensivo e o ataque físico revelam uma falha grave na formação de empatia entre os alunos.

A repercussão do caso também serve como alerta para gestores, educadores e familiares, destacando a necessidade de criar canais eficazes de prevenção, mediação de conflitos e acolhimento emocional nas escolas públicas.

Este episódio, em particular, pode servir como ponto de partida para discussões sobre a formação ética e emocional nos ambientes de ensino, reforçando que segurança emocional tem relevância tão grande quanto segurança física.

Michele, ao relatar sua experiência em detalhes, dá voz à urgência de se construir uma cultura escolar de paz, com fomentar de respeito, escuta e apoio mútuo entre alunos e professores.

Este relato jornalístico, ao movimentar debates sobre convivência adolescente e redes de apoio, ganha relevância pública ao dar visibilidade a uma vítima frágil e corajosa, que clama por justiça dentro do espaço de estudo.

Enfim, a história de Michele ressoa como um lembrete solene de que, em sala de aula, emoções intensas e conflitos não resolvidos podem virar episódios que arranham vidas — mas também podem impulsionar transformações se forem ouvidos com empatia e ação orientada ao cuidado coletivo.

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