Luiz Fux, ao iniciar seu voto no julgamento da chamada “trama golpista”, trouxe mais do que palavras — ele revelou uma fissura institucional.
Ao afirmar que “o juiz deve acompanhar a ação penal com distanciamento”, Fux expôs a tensão entre imparcialidade técnica e protagonismo midiático do Judiciário.
Distanciamento não é neutralidade passiva. É reconhecer que o juiz não deve desempenhar o papel de investigador, acusador ou articulador narrativo.
E mais: ele lembrou que, num tribunal, ponderar com firmeza e absolver com humildade não são virtudes irrelevantes — são alicerces da justiça.
Mas o que essa postura diz sobre o STF hoje? Fux parece apontar que o tribunal vive uma crise de identidade: juiz ou ator político?
Ele, quase por provocação, evocou o julgamento do ex-presidente Lula, sugerindo que, se o foro correto foi um tema em 2021, hoje não pode ser ignorado.
A analogia não é apenas jurídica: é uma metáfora do desequilíbrio de competências, um alerta para que o tribunal não se transforme em tribunal de exceção.
Fux não disse “vou divergir”, mas fez do seu discurso uma peça de distanciamento — e talvez de advertência — ao relator, Alexandre de Moraes.
Seu voto foi também uma reivindicação de lógica processual, narrativa ordenada e verificação rigorosa dos fatos — não mera retaliação política.
Para leitores que testam teorias de manipulação institucional, o recado é claro: a toga — esta vez — parece querer falar por si só, sem o verniz da conveniência.
No centro dessa disputa está mais que Bolsonaro ou os réus: está a credibilidade futura do STF como tribunal, não como arena.
E se, no passado, o tribunal atuou como força reativa, agora se vê chamado a redefinir sua própria essência— juiz árbitro ou juiz protagonista?
Se Fux abrir divergência, será a reafirmação de que, mesmo em meio à turbulência, ainda cabe ao judiciário se proteger de si mesmo.
E se ele seguir a maioria, o silêncio, ao invés de neutro, passa a ser cúmplice — não de um governo, mas de uma narrativa jurídica sobreposta à legalidade.
No final, o que importa não é apenas o voto, mas sua repercussão: a confiança entre o tribunal e quem espera justiça, e não espetáculo.
O futuro do Supremo depende de como seus juízes decidirão gerir a linha tênue entre voz e silêncio — e das consequências disso para a democracia.


Hoje vemos alguns ministros do STF, como Juiz e Jure sem a imparcialidade devida, agindo em causas próprias esquecendo seu juramento, desde de sua admissão na ordem!
O que vejo já há muito tempo, é um sistema Jurídico arcaico, que deve ser removido das entre linhas da Carta Magna, não mais como indicação, mas sim por mérito de concurso de carreira e por um colegiado de colegas. Como deveria ser feito!
E também, aquele que foi colocado para ser justo, não deve se esconder na balança de um poder para ter benefícios e privilégios. O ato da infração não pode ser julgado como um prêmio, e sim como penalidade!
Aposentadoria compulsória não é pena de prisão, benefícios para que ocorra de forma corriqueira a infração dos que deveriam seguir as leis.
Cadê a verdadeira justiça, cadê a verdadeira lei!!!!.
No meu nobre conhecimento jurídico, o
Ministro Fux está corretíssimo .levando-se em consideração que o Lula foi julgado e condenado por três instâncias e o Bolsonaro direto por cinco juízes, isso não faz sentido juridicamente.