A grande decisão da Copa Libertadores 2025 foi disputada no sábado, 29 de novembro, no estádio Monumental, em Lima (Peru), com Flamengo e Palmeiras buscando erguer o troféu da principal competição de clubes da América do Sul.
Em uma partida marcada pela tensão e pela expectativa, prevaleceu o detalhe: apenas um gol separou os dois gigantes brasileiros. Aos 67 minutos da segunda etapa, o zagueiro Danilo, do Flamengo, subiu mais alto que a defesa adversária e, de cabeça, converteu cobrança de escanteio cobrada por Giorgian de Arrascaeta, definindo o placar final em 1 a 0.
Com o gol, o Flamengo assegurou o tetracampeonato da Libertadores — é agora o primeiro clube brasileiro a alcançar quatro títulos na história do torneio.
Desde o início, o Flamengo buscou impor ritmo. O time carioca demonstrou superioridade ofensiva e manteve controle da maior parte da partida, pressionando com ataques organizados e insistência nas jogadas pelos lados do campo.
Do lado do Palmeiras, a estratégia passou por resistir defensivamente e buscar contra-ataques para surpreender. Contudo, a defesa rubro-negra se mostrou firme, evitando brechas claras na área e anulando as principais investidas adversárias.
Apesar de final equilibrada, com intensidade e disputa acirrada no meio-campo, faltou ao Palmeiras o último passe e a precisão nas finalizações necessárias para superar a retranca flamenguista. As poucas oportunidades claras do Verdão foram desperdiçadas, e a última chance mais nítida surgiu perto do fim, sem sucesso.
Para o Flamengo, além da conquista do título, o triunfo representa revanche: em 2021, na final entre os mesmos clubes, o Palmeiras havia saído vitorioso. Agora, o Rubro-Negro devolve a derrota vencendo com autoridade.
O título reacende a posição de destaque do clube carioca no cenário sul-americano, consolidando sua estrutura, elenco e ambições continentais. A conquista também credencia o time a disputar a próxima edição da Copa Intercontinental e assegura vaga em competições internacionais futuras.
Do lado paulista, o revés traz decepção — especialmente para os torcedores do Palmeiras, que vinham com expectativas altas após boa campanha até a final. Ainda assim, o clube encerra a temporada mostrando força histórica como gigante do continente, embora frustrado com o desfecho.
O duelo também evidencia o desgaste físico enfrentado por ambas as equipes: com um calendário intenso, Flamengo e Palmeiras chegaram à final depois de campanhas extenuantes, o que pode ter pesado no rendimento e nas escolhas táticas de cada treinador.
Para muitos analistas, a decisão reforça o domínio do futebol brasileiro na Libertadores — mais uma vez, um clube nacional ergue o troféu continental, mantendo a tradição dos times do país na competição.
No fim, prevaleceu o equilíbrio entre cautela e ambição, e o Flamengo soube aproveitar a principal chance do jogo. Danilo, o herói da noite, entrou para a galeria de símbolos do clube — seu cabeceio certeiro, aos 67 minutos, coroou uma atuação disciplinada e eficiente de sua equipe.
A final de Lima ficará marcada como um capítulo histórico para o Flamengo e para o futebol brasileiro na América do Sul. Para o Palmeiras, resta absorver o revés, ajustar as arestas e mirar as próximas competições.
No fim, a taça volta ao Rio — e o futebol sul-americano celebra mais uma temporada de rivalidade, paixão e grandes emoções.

