Filha de Elon Musk divide casa para economizar e diz:” Não tenho herança”

Vivian Wilson, filha mais velha de Elon Musk, continua a desafiar preconceitos sobre privilégios associados à descendência de bilionários, ao enfatizar que sua realidade está muito distante do estereótipo de opulência que o sobrenome Musk costuma evocar. Aos 21 anos, ela leva uma vida modesta, dividindo uma residência em Los Angeles com três colegas de casa — uma escolha deliberadamente econômica, oposta à ideia de independência financeira que muitos imaginam quando se pensa na herança de um magnata da tecnologia.

Em conversa franca com a revista The Cut, ela revelou que a vida cotidiana é marcada por simplicidade: compartilhar aluguel com outras pessoas é uma estratégia prática de economia. Ela argumenta que morar sozinha seria financeiramente inviável — ao contrário da imagem de quem teria acesso a contas bancárias robustas por herança. “People assume I have a lot of money. I don’t have hundreds of thousands of dollars at my disposal.”

Vivian também expressou que não nutre ambições de acumular riqueza a ponto de ser bilionária. Ela assume com leveza: não busca luxo extremo, mas valoriza a estabilidade. “I don’t have a desire to be superrich. I can afford food. I have friends, a shelter and some expendable income…”

Ela atribui parte de sua autonomia financeira à mãe, Justine Wilson, escritora canadense bem-sucedida. Contudo, reafirma que não depende exclusivamente desse apoio. “My mom is rich, right? But obviously the other one [Musk] accumulates unimaginable degrees of wealth.”

Desde 2022, quando formalizou a alteração de nome e gênero, cortando laços jurídicos e simbólicos com Elon Musk, seu pai biológico, ela busca recuperar o controle sobre sua identidade e narrativa. A decisão de adotar o sobrenome materno e afirmar que “não quer ser associada ao pai biológico” reflete seu desejo de independência plena.

Na mesma entrevista, Vivian revelou que frequentou instituições de ensino de alto custo — incluindo faculdades no Canadá e no Japão — mas essas experiências não foram plenamente satisfatórias e resultaram em desistência. Agora, sua intenção é retomar os estudos em uma community college em Los Angeles, por sua acessibilidade e por permitir continuidade acadêmica com menos pressão financeira.

Além das questões acadêmicas, ela compartilhou desafios diários ligados à atenção e ao foco: foi diagnosticada com ADHD, o que dificulta permanecer concentrada por muito tempo e exige adaptações constantes em sua rotina.

Em meio ao crescimento nas redes sociais e no olhar público, Vivian passou a usar disfarces ao frequentar bares LGBTQ+ em Los Angeles. Isso ocorre porque, após expor sua opinião sobre o pai nas redes sociais, passou a receber mensagens perturbadoras e assédio direcionado ao corpo. “A lot of people can be really creepy, especially about my body.”

Ela falou sobre as repercussões emocionais desse tipo de experiência, dizendo que algumas mensagens a fizeram sentir-se “gross”. Compartilhou sua estratégia de autoproteção como resposta ao assédio digital e às intrusões no cotidiano — uma tentativa de preservar sua integridade em espaços públicos.

No campo da expressão de gênero e celebridade, Vivian descobriu conforto em atividades cotidianas que priorizam prazer e autenticidade, como dançar em drag, estudar idiomas, jogar videogames e acompanhar K-pop e RuPaul’s Drag Race. Essas paixões ajudam a construir sua identidade além do ruído midiático.

Ela falou sobre sua trajetória de protagonismo sem querer ser reduzida a um símbolo de resistência ou objeto de espetáculo. “I haven’t gotten the chance to do that yet. I want people to know me as something other than just the obvious.”

Apesar de sua ascendência, Vivian valoriza os pequenos prazeres, como pedir pratos simples ou lidar com mais espontaneidade nas situações corriqueiras; chegou até a comentar, em tom de brincadeira, que não precisava de “comida sofisticada” para se sentir confortável.

Vivian expressou que, em muitos aspectos, se sente uma jovem adulta comum, inclusive reclamando de sua desorganização doméstica. Ela disse que precisa “limpar o quarto” e ainda não sabe exatamente o que deseja fazer da vida, centralizando seu foco no dia a dia e no autoconhecimento.

Ela também notou que muitas pessoas reagem de forma infantilizada à sua idade. “I feel like I’m an adult, but I also feel like other people don’t feel like I’m an adult. Which is annoying.”

A presença dela em capas de revistas, incluindo Teen Vogue, trouxe visibilidade, mas também desconforto — ela não quis se tornar símbolo ativista permanente. Sua estratégia tem sido cultivar sua própria voz e trajetória, à sua maneira.

Ela mantém uma relação distante com sua herança familiar massiva e a atenção pública, preferindo reduzir a exposição e resguardar sua paz mental. Sua história reflete a busca por equilíbrio entre autenticidade e notoriedade.

Além disso, Vivian criticou publicamente a biografia de Walter Isaacson sobre seu pai, denunciando a obra como difamatória e acusando-a de reconstruir sua imagem como um antagonista caricatural, sem consultar diretamente sua versão da história.

Por fim, sua jornada exemplifica como alguém nascido em berço bilionário pode escolher viver com simplicidade — valorizando autonomia, segurança emocional, crescimento pessoal e liberdade de se expressar sem pressões externas. Ao adotar essa postura, Vivian constrói sua própria narrativa, clara e fundamentada em sua própria vivência.

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