Ex-delegado-geral foi assasin*d* a ordem do alto escalão do PCC por vingança

O assassinato de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de São Paulo, a mando do alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC), não é um crime de vingança isolado; é uma declaração de guerra simbólica e direta do crime organizado ao topo da estrutura de segurança pública.

Esse ato demonstra a ousadia, a capilaridade e a letalidade do PCC, que se sente poderoso o suficiente para atingir uma autoridade que representou o ápice da Polícia Civil no estado.

A Lógica da Vingança e o Medo Instalado

A motivação por vingança sugere que o ex-delegado, em sua gestão, tomou decisões ou implementou ações que causaram prejuízos operacionais e financeiros significativos à facção. O PCC, ao ordenar a morte de uma figura desse calibre, busca estabelecer um precedente de terror: mostrar que ninguém, independentemente de seu status ou proteção, está imune à sua retaliação.

Esse tipo de ataque de alto perfil visa instalar o medo não apenas na família da vítima, mas em toda a cúpula da segurança pública. O recado é claro: o combate frontal ao PCC tem um preço de vida

O Desafio à Soberania Estatal

O assassinato de Ruy Ferraz Fontes é um desafio direto à soberania do Estado. Um ex-delegado-geral é uma personificação da lei. Atacar essa figura é atacar a própria capacidade do Estado de proteger seus agentes e de manter a ordem. Isso exige uma resposta que vá além da prisão dos executores; requer uma estratégia de desarticulação total da liderança da facção que ordenou o crime.

O ceticismo nos obriga a perguntar: Se o PCC tem a capacidade logística e a inteligência para planejar e executar a morte de uma ex-autoridade em São Paulo, qual é o nível de penetração da facção nas estruturas de vigilância e informação?

A resposta aponta para a urgência de reformar e blindar os órgãos de inteligência contra a infiltração do crime organizado.

O “e daí” dessa tragédia é a necessidade de o Estado brasileiro reafirmar sua autoridade. Se o crime organizado pode ditar as regras do jogo e executar seus desafetos com impunidade, a confiança nas instituições se esvai.

A resposta a esse crime deve ser rápida, contundente e exemplar, demonstrando que o Estado é mais forte e mais organizado do que a facção que tenta ditar a lei do terror.

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