Estudos revelam que ter um filho homem é duas vezes mais barato do que ter uma filha mulher

Estudos recentes e levantamentos de especialistas em economia familiar têm chamado atenção para diferenças nos gastos associados à criação de filhos conforme o gênero da criança. Embora o custo total de criar um filho dependa de inúmeros fatores socioeconômicos, pesquisas de mercado e levantamentos com pais sugerem que famílias podem gastar mais com filhas do que com filhos do sexo masculino ao longo da infância e adolescência.

Esses estudos, ainda que de natureza observacional, apontam que despesas relacionadas a vestuário, atividades extracurriculares, cuidados pessoais e consumo podem ser mais elevadas no caso de meninas. Entre os fatores observados estão preços diferentes em itens de moda, exigências culturais e expectativas sociais.

Levantamentos realizados no Reino Unido, por exemplo, indicam que pais gastam quantias maiores em roupas e acessórios para filhas, especialmente durante a adolescência, quando a pressão social sobre aparência e consumos específicos tende a aumentar.

Segundo esses dados, no grupo etário de zero a cinco anos, a diferença média nos custos anuais entre meninas e meninos pode ser modesta, mas cresce significativamente durante a adolescência. Isso se dá em parte devido a gastos com vestuário, cosméticos e atividades que muitas famílias associam mais fortemente ao universo feminino.

Em termos percentuais, algumas fontes populares citam que criar uma menina pode sair quase o “dobro” do que criar um menino em determinados contextos ao longo da infância e juventude, embora essa diferença varie conforme hábitos de consumo, cultura local e padrão de vida.

No entanto, especialistas em economia familiar alertam que esses números não constituem leis absolutas e não se aplicam a todas as famílias. A variabilidade é enorme e depende diretamente das prioridades de cada núcleo familiar e das oportunidades de cada criança.

Outro ponto relevante nas análises está relacionado às atividades extracurriculares. Atividades como danças, esportes especializados ou cursos de arte — que muitas vezes são mais caros — são contabilizadas como parte integrante do custo de criação de filhos e podem ser mais comuns para meninas em determinadas culturas.

Alguns economistas também observam que despesas de saúde, como consultas e medicamentos, podem variar conforme o perfil de cada criança, embora não haja consenso científico robusto de que meninas demandem mais gastos médicos de forma geral.

Pesquisas mais amplas evidenciam ainda que essa tendência de gastos maiores com filhas também está associada ao padrão de consumo próprio de mulheres em vários mercados, que costuma contemplar mais produtos e serviços voltados à estética e cuidados pessoais.

Apesar de tais achados, o debate sobre se ter um filho homem é “duas vezes mais barato” do que ter uma filha ainda carece de validação científica ampla, sendo esses números mais frequentemente citados em reportagens e análises de mercado do que em estudos acadêmicos controlados.

É importante destacar que essa discussão sobre custos não deve ser interpretada como um julgamento de valor sobre o papel ou o investimento em filhos conforme o gênero. Crianças de qualquer sexo têm necessidades diferentes e únicas, e responsabilidades financeiras refletem escolhas familiares e oportunidades individuais.

Economistas familiarizados com os dados lembram que muitos custos de criação de filhos são compartilhados por todos, independentemente do gênero. Alimentação, educação básica, saúde e moradia são despesas que influenciam significativamente o orçamento familiar sem distinção de sexo.

Além disso, as preferências culturais que moldam escolhas de consumo — como a compra de roupas específicas, participação em eventos ou aulas especiais — refletem expectativas sociais e não necessariamente necessidades essenciais.

Muitos pais e mães entrevistados em pesquisas afirmam que, além dos custos diretos, o tempo dedicado a cuidados, transporte e apoio escolar também influencia a percepção de quanto se “gasta” com cada filho, algo que não é facilmente quantificável em relatórios financeiros.

Enquanto alguns estudos apontam para um custo ligeiramente maior em itens materiais associados às meninas, outros analisam a realidade em diferentes países e concluem que as diferenças no total de gastos ao longo da vida da criança tendem a ser menores ou variáveis conforme o contexto econômico.

Pesquisadores que trabalham com dados econômicos familiares alertam ainda que comparações internacionais exigem cautela, dado que padrões de consumo e estrutura de mercado de cada país influenciam fortemente os resultados.

A conclusão, portanto, é que embora existam evidências de que muitos pais gastam mais com filhas em comparação com filhos, dizer que ter um filho homem é exatamente “duas vezes mais barato” é uma simplificação que deve ser contextualizada com outras variáveis econômicas e culturais.

Especialistas em finanças pessoais recomendam que famílias planejem um orçamento detalhado para criação de filhos considerando fatores como educação, saúde, moradia e lazer, em vez de basear decisões exclusivamente em diferenças de custos por gênero.

Do ponto de vista sociológico, a discussão sobre custos de filhos também reflete expectativas sociais maiores que influenciam gastos, algo que vai além do simples aspecto econômico.

Por fim, pais e responsáveis são encorajados a considerar não apenas o impacto financeiro, mas também o valor emocional e social de criar filhos, reconhecendo que o investimento na infância e juventude de qualquer criança reverbera ao longo da vida.

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