“Essa m3rda de WOKE acabou” para mais de 900 generais, o secretário de Guerra anunciou hoje

O pronunciamento feito pelo secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, diante de mais de 900 generais e almirantes, marcou um divisor de águas na relação entre o alto comando militar e a nova diretriz da administração de Donald Trump. A frase dura, “Essa merda acabou”, tornou-se símbolo de uma guinada abrupta contra a chamada cultura woke dentro das Forças Armadas americanas.

O discurso foi direto, sem espaço para interpretações ambíguas. Hegseth declarou que as políticas relacionadas a gênero, identidade e clima não terão mais lugar nas instituições de defesa. Segundo ele, “chega de culto à mudança climática, chega de caras usando vestidos, chega de delírios de gênero, chega de entulho”. O tom agressivo foi acompanhado por aplausos de parte da plateia, mas também causou desconforto entre oficiais acostumados a décadas de programas voltados à diversidade.

Desde a posse de Trump em janeiro, Hegseth tem promovido uma verdadeira limpeza nos quadros de liderança militar. A justificativa apresentada é a necessidade de “despolitizar” as Forças, mas críticos apontam que a estratégia representa uma tentativa clara de impor uma agenda ideológica conservadora.

Entre os que perderam seus cargos estão figuras de enorme peso. O general CQ Brown, que ocupava a chefia do Estado-Maior Conjunto, foi afastado sob acusação de ter incentivado práticas alinhadas à cultura woke. A almirante Lisa Franchetti, ex-chefe de Operações Navais, e a almirante Linda Fagan, que liderava a Guarda Costeira, também foram destituídas.

Essas mudanças não se restringiram a nomes individuais. Em maio, Hegseth determinou a redução de pelo menos 20% no número de generais e almirantes de quatro estrelas, medida considerada drástica até por analistas militares próximos ao governo. Para ele, era preciso enxugar a estrutura e cortar o que chamou de “aparelho político dentro das Forças Armadas”.

A fala de Hegseth ganhou eco imediato na mídia conservadora americana, que celebrou o discurso como um rompimento definitivo com o progressismo cultural que, segundo eles, enfraquecia a disciplina militar. Por outro lado, setores mais moderados apontaram riscos de uma crise interna, já que muitos oficiais de carreira foram treinados em ambientes institucionais que valorizavam justamente a inclusão e a diversidade.

A ordem de renúncia imediata para aqueles que discordarem das mudanças intensificou a tensão. “Quem não estiver alinhado, que saia agora”, disse Hegseth, sem titubear. O recado foi claro: não haverá espaço para oposição ou resistência silenciosa.

A reação entre os oficiais foi mista. Alguns expressaram apoio explícito, destacando a necessidade de priorizar a eficiência operacional acima de debates sociais. Outros, no entanto, preferiram o silêncio, temendo represálias em um momento de grande instabilidade na hierarquia.

O corte de lideranças femininas de alto escalão, como Franchetti e Fagan, gerou críticas adicionais. Organizações civis apontaram que as medidas podem representar um retrocesso histórico para mulheres nas Forças Armadas. Ainda assim, Hegseth manteve sua posição, reforçando que a prioridade é restaurar o que chamou de “missão original” do Exército, da Marinha e da Força Aérea.

Trump, por sua vez, tem reforçado o apoio a Hegseth, afirmando em declarações recentes que as Forças não devem se transformar em “laboratórios sociais”. Para o presidente, o objetivo é fortalecer a prontidão militar, não engajar em disputas culturais.

Essa postura reflete a visão de grande parte de sua base eleitoral, que enxerga a cultura woke como uma ameaça não apenas política, mas também à segurança nacional. O discurso de Hegseth, portanto, não é apenas administrativo, mas também profundamente simbólico.

A promessa de “remover à força” práticas consideradas ideológicas levanta dúvidas sobre o impacto real na capacidade operacional das Forças. Analistas alertam que a exclusão de quadros experientes pode comprometer a eficiência em áreas críticas de comando.

Enquanto isso, setores progressistas no Congresso já articulam estratégias para limitar o alcance das mudanças. Parlamentares democratas prometem convocar audiências e exigir explicações sobre o impacto das medidas.

No cenário internacional, aliados dos Estados Unidos acompanham com cautela. Muitos países que adotaram políticas inclusivas em suas Forças Armadas veem com estranhamento a guinada americana e questionam se isso pode afetar operações conjuntas.

Apesar das críticas, Hegseth mantém a retórica firme. Para ele, as mudanças não são opcionais, mas sim essenciais para restaurar a disciplina. “Quem quiser brincar de política, que faça isso fora dos quartéis”, afirmou em uma das reuniões mais recentes.

A demissão de generais de alto escalão também abre espaço para a ascensão de novos nomes alinhados ao governo. Isso sugere que a remodelação da hierarquia não é apenas administrativa, mas também política, com o objetivo de consolidar uma nova elite militar.

Especialistas em segurança nacional afirmam que, mesmo que os resultados práticos levem tempo para aparecer, a mensagem enviada é poderosa. O governo Trump quer mostrar força, eliminar resistências e redefinir as prioridades das Forças Armadas.

Para muitos militares da ativa, o dilema agora é claro: adaptar-se à nova realidade ou abandonar a carreira. A escolha, no entanto, não é simples, já que envolve anos de serviço, benefícios e compromissos familiares.

Com isso, o anúncio de Hegseth não se restringe a uma política interna. Ele se torna parte de um embate cultural maior, que transcende os muros do Pentágono e ecoa na sociedade americana como um todo.

No fim, a frase “Essa merda acabou” não se limita a um gesto retórico. Ela sintetiza uma estratégia de poder que pretende remodelar não apenas as Forças Armadas, mas também a forma como os Estados Unidos lidam com os debates culturais que dividem o país.

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