Eduardo Bolsonaro acompanhará julgamento do pai direto da Casa Branca a convite do presidente Trump

Eduardo Bolsonaro foi oficialmente convidado pelo governo dos Estados Unidos para acompanhar de perto o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, dentro da Casa Branca. A iniciativa visa permitir que ele forneça informações diretas a autoridades americanas sobre o andamento do processo e, ao mesmo tempo, intensifique a pressão diplomática sobre o Supremo Tribunal Federal (STF)

A deslocação de Eduardo e do comentarista Paulo Figueiredo a Washington foi confirmada como parte de uma estratégia deliberada nos bastidores políticos, que busca envolver diretamente o Executivo norte-americano nos rumos do julgamento

Dentro do planejamento diplomático, ficou acordado que Eduardo e Figueiredo chegarão à capital estadunidense logo após o início das sessões no STF, a fim de fazerem uma espécie de relato “ao vivo” à Casa Branca sobre o desenrolar das deliberações

A presença deles em Washington coincide com a área econômica em alerta: o governo Trump já impôs tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros. O objetivo dessa pressão inclui forçar uma resposta do Brasil, possivelmente vinculada à suspensão ou interrupção do processo contra Bolsonaro

Eduardo, por meio de seu assessor político André Porciuncula, anunciou que pretende “abastecer a Casa Branca com informações a respeito do andamento do julgamento”, mas evitou confirmar detalhes sobre agenda ou permanência nos EUA até o encerramento do julgamento, previsto para o dia 12 de setembro

O convite oficial e público foi interpretado por analistas como um gesto simbólico de importância diplomática. A presença de Eduardo em solo americano reforça o caráter internacional e conflituoso desta fase do julgamento, que já transcendeu os limites do Brasil

Esse movimento ocorre em um cenário tenso: Bolsonaro segue detido em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, sendo acompanhado 24 horas por determinação do STF, diante da suspeita de tentativa de fuga

O contexto político acrescenta pressões adicionais: o julgamento gira em torno de acusações graves, entre elas tentativa de golpe de Estado para manter-se no poder após a derrota nas eleições de 2022 e envolvimento com a mobilização dos atos de 8 de janeiro de 2023

Além disso, o Tribunal autorizou busca e apreensão na casa de Bolsonaro e suspendeu seu passaporte. Ato contínuo, o STF proibiu qualquer contato com autoridades estrangeiras, medidas que preocupam em meio à crescente atuação de Eduardo nos EUA

Tais medidas judiciais foram justificadas pelo risco de influência externa sobre o processo e por uma crescente articulação política que Eduardo realiza em Washington, incluindo encontros com diferentes setores do governo norte-americano

Eduardo Bolsonaro, licenciado como deputado federal desde março de 2025, residia temporariamente nos Estados Unidos. Sua estada lá tem como pano de fundo um intenso trabalho de lobby para angariar sanções contra autoridades brasileiras ligadas ao STF, em especial Alexandre de Moraes .

Essa estratégia diplomática incluiu visitas a diversos gabinetes em Washington, incluindo casas da Casa Branca, Departamento de Estado, Departamento do Tesouro, entre outros. Tudo com o objetivo de condicionar o julgamento de seu pai a pressões externas .

No decorrer dessas articulações, Eduardo admitiu ter sido informado previamente pelo governo Trump sobre sanções econômicas em preparação. Ele manifestou apoio às medidas inicialmente projetadas contra o ministro Alexandre de Moraes

Trump, por sua vez, tem usado um discurso de defesa: qualificou o julgamento como “caça às bruxas” e pediu sua imediata interrupção. A correspondência pública de 17 de julho reforça esse tom, com apelo direto à liberdade de expressão e crítica ao sistema judicial brasileiro

A reação do governo brasileiro, liderado por Lula, foi imediata. O Planalto classificou as atitudes de Washington como violação à soberania nacional, enquanto Lula manifestou repúdio veemente à pressão externa

A escalada diplomática também provocou sanções dos Estados Unidos contra ministros do STF, com base na Lei Magnitsky, aumentando ainda mais a tensão institucional entre os dois países

Eduardo Bolsonaro, por sua vez, foi indiciado pela Polícia Federal por obstrução da justiça e coação de autoridades, devido à sua atuação política no exterior .

Dentro da oposição bolsonarista, o convite para que Eduardo acompanhe o julgamento na Casa Branca foi saudado como uma vitória simbólica e uma reafirmação de que o ex-presidente continua no centro da articulação política, mesmo preso .

Dessa forma, a presença prevista de Eduardo Bolsonaro em Washington durante o julgamento de Jair Bolsonaro representa um ponto crítico nas relações Brasil-EUA, carregado de simbolismo político e estratégico, e certamente moldará a percepção internacional desse processo judicial.

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