Uma criança de quatro anos que sobreviveu à queda do 10º andar de um prédio no Centro de Ribeirão Preto (SP) foi desentubada e já respira sem a ajuda de aparelhos, conforme atualização fornecida pela família e confirmada por fontes médicas nesta semana.
O caso, que ganhou ampla repercussão desde sua ocorrência no dia 27 de dezembro de 2025, chamou atenção pela improbabilidade estatística de sobrevivência a uma queda de altura considerável. O menino Brenno Fernandes Girdziauckas, de apenas quatro anos, sofreu o acidente dentro do apartamento onde mora com seus familiares.
De acordo com relatos de integrantes da família, o garoto teria caído ao passar pela janela do banheiro do imóvel. Autoridades policiais classificaram o episódio inicialmente como uma queda acidental, dando início a uma investigação para compreender com precisão as circunstâncias que permitiram que a criança acessasse uma abertura em altura significativa sem uma proteção adequada.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado imediatamente após o incidente e conduziu o menino ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, unidade de referência no atendimento de trauma na região.
No momento da chegada à unidade hospitalar, Brenno apresentava múltiplos ferimentos decorrentes do impacto, incluindo fraturas nos dois fêmures e em um dos pés, conforme detalhado por profissionais de saúde que acompanharam os procedimentos emergenciais.
O estado clínico da criança era considerado grave, e ele foi inicialmente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu sob monitoramento intensivo e recebeu suporte respiratório invasivo por meio de ventilação mecânica.
Nas últimas horas, familiares informaram que Brenno foi desentubado e já respira espontaneamente, um marco importante no seu processo de recuperação que sinaliza melhora significativa no quadro clínico, embora ainda haja necessidade de observação contínua e reabilitação.
Além de respirar sem aparelhos, ele já deixou a fase mais crítica do atendimento intensivo e foi transferido para um setor de enfermaria, o que representa um avanço no tratamento após dias de cuidados intensivos.
A família do menino tem compartilhado atualizações periódicas sobre o estado de saúde de Brenno, ressaltando os esforços da equipe médica e expressando gratidão pelo apoio recebido nas redes sociais e em mensagens dirigidas à imprensa.
Apesar da melhora, os médicos responsáveis pelo caso mantêm cautela quanto às etapas seguintes da recuperação, já que o politraumatismo e as fraturas exigem cuidados prolongados e acompanhamento especializado.
A Polícia Civil de Ribeirão Preto segue investigando o caso para esclarecer as condições que culminaram na queda da criança, bem como averiguar se houve falhas estruturais ou de vigilância no ambiente doméstico.
Especialistas em segurança infantil ouvidos por veículos jornalísticos ressaltam que a presença de proteções adequadas em janelas e varandas é essencial, especialmente em residências com crianças pequenas e sem supervisão constante.
O acidente aconteceu em um contexto em que acidentes domésticos figuram entre as principais causas de ferimentos e mortes não intencionais na primeira infância no Brasil, um fato que chama atenção de órgãos de saúde pública.
Estatísticas mostram que quedas de alturas significativas, embora raras em crianças dessa idade, podem resultar em traumas severos e até óbitos, o que torna ainda mais notável a sobrevivência de Brenno.
No Brasil, a discussão sobre normas de segurança em edifícios residenciais e a importância de adaptações preventivas em janelas e sacadas continuam em evidência entre juristas e arquitetos após episódios como este.
Organizações de defesa da criança e do adolescente reforçam que a educação de cuidadores e responsáveis sobre possíveis riscos dentro de casa é uma estratégia essencial para evitar incidentes semelhantes.
A trajetória de recuperação de Brenno será acompanhada por profissionais de ortopedia, fisioterapia e neurologia, dado o potencial impacto de lesões múltiplas no desenvolvimento motor e cognitivo futuro da criança.
O caso tem ainda mobilizado a comunidade local em Ribeirão Preto, que demonstrou apoio à família por meio de mensagens de solidariedade e mobilizações em redes sociais.
Enquanto isso, as autoridades responsáveis pela segurança pública reforçam que os detalhes da investigação serão divulgados assim que as apurações forem concluídas, com foco na transparência e no esclarecimento de eventuais responsabilidades.
O episódio reascende o debate sobre a necessidade de políticas públicas mais rigorosas para proteção de ambientes domésticos, sobretudo em áreas urbanas densamente povoadas.
O desfecho clínico positivo deste caso serve como um exemplo excepcional de superação diante de um acidente que, em circunstâncias similares, frequentemente leva a resultados fatais ou com sequelas severas.

