Criança de 8 anos é encontrada com vida após quatro dias de buscas em Bacabal; duas seguem desaparecidas

Quatro dias depois do início das buscas por três crianças desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão, um dos menores foi localizado com vida nesta quarta-feira (7), em uma zona rural da cidade. A descoberta ocorre em meio a uma mobilização de forças de segurança e voluntários empenhados em encontrar os outros dois menores que seguem sem paradeiro conhecido.

Wanderson Kauã, de 8 anos, foi encontrado por um morador enquanto caminhava sozinho em uma estrada vicinal próxima ao povoado onde havia sido visto pela última vez com seus primos ainda no domingo (4).

Após a localização de Wanderson, equipes de socorro foram imediatamente acionadas e o encaminharam para atendimento médico em uma unidade de saúde de Bacabal. Relatos iniciais indicam que a criança apresentava sinais de desidratação e choque, mas estava consciente quando foi assistida pelas equipes presentes no local.

Desde o dia em que as crianças desapareceram, as autoridades de segurança pública do Maranhão intensificaram as ações de busca na região do Quilombo São Sebastião dos Pretos, área rural onde as crianças foram vistas pela última vez brincando na mata.

As três crianças — além de Wanderson, Ágata Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4 anos — saíram para brincar por volta das 15h do último domingo, conforme relato de familiares, mas nunca retornaram para casa naquele dia.

A ocorrência do desaparecimento foi formalizada pelo prefeito de Bacabal, Roberto Costa, por meio de suas redes sociais, que informou oficialmente sobre a mobilização das equipes de segurança e a preocupação das autoridades com o caso.

A resposta institucional envolveu a atuação coordenada de diferentes órgãos, incluindo a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, além de uso de tecnologia em buscas com drones, sensores térmicos e cães farejadores nas áreas mais densas da mata local.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Ribeiro Martins, também esteve presente nos esforços, acompanhando de perto as operações e reforçando a necessidade de testemunhas e moradores colaborarem com qualquer informação relevante que possa levar aos menores ainda não encontrados.

Autoridades explicaram à imprensa que, apesar da localização de Wanderson, as operações de busca não foram suspensas e continuam em ritmo intenso. O foco agora é encontrar Ágata e Allan, cuja ausência ainda preocupa parentes e vizinhos da comunidade quilombola.

Familiares descreveram nas entrevistas que as crianças costumavam brincar juntas na região, uma área de mata com trilhas e caminhos próximos ao quilombo, o que dificulta o trabalho de resgate e exige atenção redobrada das equipes de busca.

Segundo o pai de Wanderson, José Wanderson Cardoso, o filho conhece bem a área, já que o menino, que é autista, frequentemente o acompanhava em deslocamentos pela mata, o que pode ter influenciado positivamente sua sobrevivência enquanto esteve sozinho.

Moradores da região e populares que se engajaram nas buscas relataram momentos de muita angústia ao longo de quatro dias sem notícias sobre o paradeiro das crianças, destacando a importância da união comunitária em esforços desse tipo de emergência.

Apesar da localização de Wanderson, parentes e autoridades reforçam que o reencontro parcial ainda não encerra o caso, e a prioridade segue sendo encontrar os outros dois menores com vida e garantir assistência adequada caso sejam localizados.

A Polícia Civil informou que continua investigando todas as linhas possíveis que possam esclarecer como as crianças se separaram e os movimentos que as levaram para dentro da mata, com foco especial em entender as circunstâncias que envolveram o desaparecimento.

Paralelamente, moradores e familiares intensificaram apelos nas redes sociais, pedindo que qualquer informação sobre os locais onde Ágata e Allan possam estar seja comunicada rapidamente às equipes que realizam as buscas.

O caso também gerou manifestações de solidariedade de autoridades estaduais e municipais, que enviaram mensagens de apoio às famílias e ressaltaram a mobilização da estrutura de segurança pública para manter as buscas até que todas as crianças sejam encontradas.

Organizações comunitárias na região destacaram a necessidade de apoio psicológico e acompanhamento para as famílias envolvidas, enfatizando os impactos emocionais decorrentes de episódios prolongados de desaparecimento de crianças.

Representantes dos órgãos de segurança pública detalharam que as operações em áreas de mata exigem planejamento contínuo, integração entre instituições e cooperação de moradores locais para mapear trilhas e possíveis rotas que as crianças possam ter seguido.

A educação e orientação à população sobre cuidados com crianças em áreas de mata, sobretudo em comunidades rurais e quilombolas, tem sido reforçada por lideranças locais diante da ocorrência, com campanhas de prevenção e segurança infantil promovidas por autoridades.

Especialistas em segurança pública ouvidos por esta reportagem ressaltam que desaparecimentos em áreas rurais são complexos e exigem respostas rápidas, métodos de rastreamento avançados e atuação conjunta de órgãos públicos e sociedade civil para aumentar as chances de sucesso nas localizações.

A mobilização em Bacabal permanece ativa e envolvida em um ritmo de trabalho contínuo, com as equipes focadas em encontrar Ágata Isabelle e Allan Michael, dois menores que ainda não foram localizados, enquanto os recursos e esforços seguem concentrados na região de mata e povoados próximos.

O caso segue em desenvolvimento, com atualizações diárias das autoridades, que pedem calma à população e garantem que as buscas prosseguem até que todos os menores sejam encontrados e reunidos com suas famílias.

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