Caso master: Investigado joga mala com dinheiro pela janela ao notar a chegada da Polícia Federal

Durante operação da Polícia Federal no Caso Master, investigado joga mala cheia de dinheiro pela janela ao perceber a chegada dos agentes

Em uma cena que chamou atenção em Balneário Camboriú (SC) na manhã desta quarta-feira (11), um dos investigados na operação sobre o Banco Master jogou uma mala contendo dinheiro vivo pela janela de um apartamento ao notar a chegada da Polícia Federal (PF) para cumprir mandados de busca e apreensão.

O episódio aconteceu durante a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga possíveis fraudes e irregularidades na aplicação de recursos do fundo de aposentadoria Rioprevidência em títulos e produtos associados ao Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central por fragilidades e risco sistêmico. (Revista Oeste)

Segundo a PF, ao perceber a aproximação dos agentes federais, o ocupante do imóvel lançou a mala pela janela, na tentativa de ocultar o dinheiro. As cédulas caíram no entorno do prédio e foram recolhidas e apreendidas pelos policiais.

As autoridades estimaram que a mala continha cerca de R$ 429 mil em espécie, montante que foi recuperado na operação.

Além da mala com dinheiro, os agentes também apreenderam dois carros de luxo e dispositivos eletrônicos, como celulares, ligados a suspeitos investigados no âmbito da operação.

O cumprimento dos mandados ocorreu em Balneário Camboriú e em Itapema (SC), sendo autorizado pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, por envolvimento em indícios de obstrução de investigações e tentativa de ocultação de provas.

A Operação Barco de Papel é parte das investigações que apuram a relação entre aportes bilionários feitos pelo Rioprevidência em produtos financeiros ligados ao Banco Master e possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional.

Na semana anterior, a segunda fase da operação já tinha levado à prisão do ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, por suspeita de destruição de provas e tentativa de obstruir as investigações.

O uso de malas com dinheiro para tentar esconder valores durante ações policiais é um sinal de tentativa de dificultar o trabalho da investigação, prática que pode agravar a situação legal dos envolvidos.

A Polícia Federal segue trabalhando para identificar a origem do dinheiro jogado pela janela e esclarecer o papel de cada um dos investigados na suposta estrutura criminosa.

Esse episódio ganhou repercussão nacional, inclusive com imagens que circulam em vídeos mostrando o dinheiro espalhado e sendo recolhido pelos agentes.

A apuração vai além da operação em Santa Catarina: ela integra um conjunto maior de diligências sobre aplicação de recursos públicos em investimentos de alto risco que colocaram em risco os cofres de servidores e aposentados.

O caso ainda está em desenvolvimento, com novas etapas da investigação previstas e possíveis desdobramentos judiciais nos próximos dias.

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