O cantor brasileiro Matheus Santaella usou suas redes sociais para lamentar a trágica morte de seu cachorro, Ozzy, no último domingo (30). De acordo com o artista, seu “filho de quatro patas” sofreu um infarto fulminante causado pelo barulho intenso e incessante dos fogos de artifício disparados durante a final da Copa Libertadores da América, realizada no sábado (29).
O relato de Matheus Santaella, que já havia perdido outro cão pela mesma causa, joga luz sobre o drama recorrente e muitas vezes fatal que os fogos de artifício representam para animais de estimação, que possuem uma audição muito mais sensível que a humana.
Infarto e Estresse Extremo: O barulho estrondoso e imprevisível provoca um pico de estresse e medo nos animais, que pode levar a taquicardia, ataques de pânico, convulsões e, em casos extremos, como o de Ozzy, a um infarto fatal.
Comemoração Irresponsável: O cantor criticou a prática de soltar fogos em áreas residenciais, especialmente em celebrações esportivas, de Ano Novo ou Natal, classificando-a como uma “ação irresponsável”.
O apelo de Matheus vai além da defesa animal, estendendo-se à proteção de crianças autistas e idosos, grupos que também são gravemente afetados pela poluição sonora dos fogos.
“Vocês não têm ideia de como uma mínima ação irresponsável pode se desdobrar na vida dos outros. No jogo do seu time, Réveillon, Natal, seja o que for… você não precisa disso pra comemorar,” alertou Matheus.
A tragédia reacende o debate sobre a proibição de fogos de artifício com barulho, uma legislação que já foi adotada em diversas cidades e estados brasileiros em nome do bem-estar animal e da saúde pública.
O “e daí” dessa triste homenagem é o reforço na campanha de conscientização de que a liberdade de comemoração não deve causar dano à vida de outros seres vivos. A perda de Ozzy, em meio a uma festa esportiva, serve como um poderoso e doloroso lembrete da necessidade de optar por celebrações mais seguras e silenciosas.
Matheus finalizou sua homenagem ressaltando o privilégio de ter tido Ozzy por oito anos e a memória do amor que o cão proporcionou
A pressão pública sobre casos como este é fundamental para impulsionar a aprovação e fiscalização de leis que restringem o uso de artefatos ruidosos.
A veterinária recomenda que, durante épocas de fogos, os animais sejam mantidos em locais isolados, com janelas fechadas e ruído de fundo (como música ou TV) para abafar o barulho externo.

