Após 8 meses em coma, homem acorda e acusa namorada de causar acidente proposital e m*rre depois

Em um caso que ganhou repercussão internacional, um jovem de 22 anos morreu meses após acordar de um coma prolongado e afirmar que o acidente que mudou sua vida não teria sido um evento fortuito, mas sim algo deliberado. A história envolve alegações de que a namorada teria causado propositalmente a colisão que o deixou gravemente ferido.

O incidente ocorreu no dia 9 de fevereiro na Flórida, Estados Unidos, quando o veículo em que o casal estava, um SUV, saiu da pista e colidiu com árvores ao longo da Interstate 95, em Flagler County. Inicialmente, a ocorrência foi tratada como um acidente de trânsito.

Enquanto a condutora, identificada como Leigha Mumby, de 24 anos, sofreu ferimentos, o passageiro, Daniel Waterman, também de 22, sofreu danos graves e foi submetido a um coma médico induzido. Ele permaneceu em estado inconsciente por vários meses.

Familiares contabilizaram a extensão das lesões de Waterman como múltiplas fraturas, incluindo traumas na coluna cervical, ossos da face, costelas e membros, além de complicações internas sérias decorrentes do impacto.

Ao longo desse período, as autoridades continuaram as investigações sob o pressuposto de um acidente grave de trânsito até que, meses depois, o próprio Waterman recuperou parcialmente a consciência.

Segundo documentos judiciais, em maio, já fora do coma, Waterman passou a se comunicar com investigadores por meio de um quadro de letras, devido à sua incapacidade de falar verbalmente.

Durante esse depoimento assistido pela polícia, ele afirmou que, momentos antes da colisão, a parceira teria dito: (“I don’t care what happens. You’ll get what you deserve”) — em tradução livre, “Eu não me importo com o que acontece. Você vai ter o que merece”.

De acordo com seu relato, a discussão teve início depois que Leigha Mumby descobriu que estava grávida e por uma mensagem de texto recebida por Waterman de uma outra mulher.

A defesa de Mumby nega ter sido intencional, com a acusada alegando que não recorda os momentos que antecederam a colisão.

Ainda assim, a polícia considerou as circunstâncias descritas por Waterman na reavaliação do caso. O relato alterou a natureza da investigação, abrindo margem para acusações mais graves.

Inicialmente, Mumby foi presa em julho sob acusações de direção imprudente com lesões graves e agressão agravada com arma letal, em razão das lesões de Waterman.

Após a morte de Waterman, em 8 de outubro por complicações de saúde ligadas ao acidente — incluindo pneumonia — o Ministério Público local elevou as acusações.

As novas acusações incluem homicídio veicular, que no sistema jurídico norte-americano configura crime quando um motorista, por negligência ou intenção, causa a morte de outra pessoa enquanto dirige.

Mumby foi liberada após pagar fiança de US$ 150 000, mas permanece sujeita a futuras audiências judiciais e a possíveis agravantes conforme o processo progrida.

O caso também chamou atenção pela circunstância de que Mumby estava grávida na época dos fatos, informação que adicionou complexidade à narrativa inicial do acidente.

A família de Waterman tem expressado confiança no avanço das acusações e afirmou, por meio de seu advogado, que a investigação correta e o enquadramento legal apropriado são necessários diante das evidências apresentadas.

O advogado que representa os familiares observou que algumas provas técnicas indicam que o carro não foi freado antes da colisão e que, no momento do impacto, o veículo estava acelerando, o que contraria o que se esperaria em um acidente típico.

Especialistas em segurança no trânsito e criminologia consultados por veículos locais ressaltaram que casos em que um acidente automotivo é questionado como intencional são raros, mas exigem investigação minuciosa para distinguir evidência de narrativa.

Para a família, o relato final de Daniel ganhou peso por ter sido feito por ele mesmo, sob circunstâncias em que sabia que sua vida estava em risco e que não tinha obrigação legal de autoincriminar outra pessoa.

O caso permanece aberto, com a justiça da Flórida avançando em fases processuais subsequentes, incluindo possíveis audiências de custódia e definição de medidas judiciais mais severas caso a acusada seja considerada culpada em julgamento futuro.

A tragédia também reacende o debate público sobre violência doméstica, saúde mental, segurança no trânsito e responsabilização criminal em casos de colisões graves, temas que continuam a ser amplamente discutidos em múltiplos setores da sociedade.

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