Alemanha revela ‘plano de guerra’ contra a Rússia – documento prevê mobilização de 800 mil soldados para ataque

O governo da Alemanha elaborou um plano operacional secreto para o caso de uma guerra contra a Rússia, revelando que o país está preparado para hospedar e mobilizar até 800 mil soldados da OTAN em território alemão, com destino à linha de frente no leste europeu.

O documento, denominado OPLAN DEU — Operation Plan Germany —, tem cerca de 1.200 páginas e foi relatado como concluído há aproximadamente dois anos e meio, por oficiais de alta patente do exército alemão.

Segundo a reportagem que divulgou o plano, o país deixaria de ser apenas um membro da aliança militar para ocupar um papel logístico estratégico: portos, ferrovias, rodovias, rios e rotas terrestres seriam usadas para transportar tropas e equipamentos em massa.

A mobilização prevista não envolve apenas soldados alemães, mas também tropas dos Estados Unidos e demais países da OTAN. A logística contempla transporte de pessoal, veículos e suprimentos necessários para sustentação de uma guerra de larga escala.

Entre os principais trechos do plano, estão rotas estratégicas que cruzam o território alemão desde áreas portuárias no litoral até fronteiras orientais da Europa. O uso de múltiplos modais de transporte (rodoviário, ferroviário, fluvial) permite flexibilidade em face de possíveis ataques.

A ideia, conforme consta no documento, não é usar o território alemão como linha de frente, mas como um corredor de mobilização e sustentação — transformando o país num “hub” logístico central.

Fontes envolvidas na elaboração do plano afirmam que ele busca recuperar uma mentalidade de prontidão militar, adaptando procedimentos da Guerra Fria aos desafios contemporâneos: integração entre setores civis e militares, mobilização rápida de recursos e coordenação nacional.

Apesar da secretividade original do documento, seu conteúdo emergiu publicamente após vazamentos recentes, o que reacendeu o debate sobre os rumos da política de defesa europeia e a relação da OTAN com Moscou.

O plano também detalha as dificuldades estruturais enfrentadas pela Alemanha para efetivar esse tipo de mobilização: rodovias e ferrovias desgastadas, pontes antigas e portos com capacidade limitada — elementos que poderiam comprometer o tempo e a eficiência da logística militar.

Para contornar esses problemas, há previsão de investimentos crescentes em infraestrutura dual — civil e militar — até 2029, com prioridade para ferrovias, estradas e modernização de portos, visando garantir mobilidade e resiliência.

Além disso, o plano sugere que, em caso de crise, estados federados e autoridades civis colaborem com as Forças Armadas, dispondo meios de transporte, armazenamento e fornecimento de suprimentos — uma espécie de “abordagem de sociedade toda” para defesa nacional.

Autoridades alemãs defendem que o objetivo do OPLAN DEU não é provocar uma guerra, mas garantir que a OTAN esteja pronta para responder caso a Rússia viole seus fronteiras ou ataque um país membro. O plano é apresentado como uma medida dissuasória.

Todavia, a revelação causou reações em Moscou. O governo russo e porta-vozes diplomáticos classificaram a divulgação como “propaganda e guerra de informação”, acusando Berlim de fomentar tensão e desconfiança.

Especialistas em segurança europeia afirmam que o documento reflete uma mudança profunda na postura alemã — de uma Alemanha pacifista pós-Segunda Guerra Mundial para um ator estratégico de retaguarda militar na Europa.

Críticos alertam para os riscos dessa escalada: transformar infraestrutura civil em artéria militar pode suscitar protestos domésticos, questionamentos sobre soberania e preocupações sobre os custos elevados do rearmamento e manutenção logística.

Há também o temor de que a militarização crescente da Alemanha provoque um efeito dominó na Europa, estimulando outros países a reforçarem seus próprios arsenais e planos de guerra — o que poderia aumentar o risco de uma crise continental.

Por outro lado, defensores do plano argumentam que, frente ao conflito em curso na Ucrânia e à postura agressiva da Rússia, a preparação antecipada é necessária para evitar surpresas e proteger a integridade territorial dos países da OTAN.

Enquanto o debate se acirra, a Alemanha avança com projetos de modernização de infraestrutura e mobilização civil-militar, ao mesmo tempo em que busca manter diálogo diplomático com Moscou, afirmando que o plano é estritamente defensivo.

A revelação do OPLAN DEU marca, possivelmente, o início de uma nova era para a política de defesa europeia — na qual a linha entre paz e guerra torna-se mais tênue, e a prontidão militar volta a ocupar lugar central no planejamento estratégico continental.

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