A mesma noite que começou como uma rotina política para Jair Bolsonaro ganhou caráter de urgência. Famílias próximas relataram que o ex-presidente sofreu uma nova crise de soluços acompanhada por episódios de vômitos intensos, levando ao acionamento emergencial do médico Cláudio Birolini para uma avaliação domiciliar.
De acordo com o irmão dele, Carlos Bolsonaro, a situação se agravou com dores abdominais, possivelmente associadas às sequelas do atentado de 2018. Ele afirmou nas redes sociais que o quadro era grave: “Ele enfrenta uma crise de soluços acompanhada de quatro episódios de vômito, que ele mesmo descreveu como os mais intensos até agora”. Paralelamente, ponderou a necessidade de nova internação hospitalar.
“O Michelle está o deixando um pouco mais confortável e tranquilo, enquanto o médico já está a caminho de casa para avaliar a situação. Peço, por favor, que orem por ele!” foi outra mensagem compartilhada por Carlos, indicando que a família buscava manter a calma e prestar suporte.
Sob monitoramento judicial, Bolsonaro permanece em prisão domiciliar em Brasília, residindo no bairro Jardim Botânico, com utilização de tornozeleira eletrônica conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo assim, problemas de saúde seguem acompanhando seu cotidiano.
Nas últimas semanas, ele já teve duas internações. Um dos episódios ocorreu após queda de pressão, vômitos e mal-estar generalizado. Em outra ocasião, exames também revelaram lesões cutâneas, entre elas duas de caráter cancerígeno, que foram removidas.
A crise registrada agora ocorreu poucas horas depois de visitas políticas realizadas naquela residência. Entre os visitantes estavam seus filhos Flávio e Jair Renan, bem como aliados e o governador Tarcísio de Freitas, que relatou ter visto Bolsonaro soluçando “o tempo todo” durante a conversa.
Tarcísio descreveu a situação como “muito triste”, observando a dificuldade do ex-presidente em responder com normalidade. O governador comentou que, apesar da conversa política, o quadro de saúde ficou evidente aos presentes.
Fontes próximas indicam que a piora do estado pode estar relacionada a inflamações ou distúrbios gastrointestinais. O histórico médico de Bolsonaro inclui múltiplas cirurgias abdominais desde a facada de 2018, o que torna mais complexa a avaliação emergencial de crises desse tipo.
Especialistas em saúde política argumentam que relatos de soluços contínuos com vômitos demandam investigação urgente de causas como obstruções, disfunções neurológicas ou complicações gástricas. Em um paciente com histórico cirúrgico, a atenção médica deve ser ainda mais cuidadosa.
A decisão de chamar o médico para fora do hospital é uma medida adotada quando o paciente não pode ou não quer ser deslocado naquele momento. Avaliar se ele deve seguir internado ou permanecer em casa dependerá da gravidade dos sinais clínicos que serão constatados por Birolini.
Carlos Bolsonaro indicou que, no começo da noite, a família ainda discutia se seria necessário levá-lo ao hospital. No entanto, pouco antes da meia-noite, ele relatou melhora: “Graças a Deus mais essa crise passou e tudo volta ao controle diário.”
A retomada de controle do quadro, segundo a família, acalmou parcialmente o ambiente político em Brasília. Ainda assim, a incerteza paira sobre próximos passos, especialmente se novas intervenções médicas forem necessárias.
Na esfera judicial, o contexto traz tensão. Bolsonaro já cumpre medidas judiciais expressivas, e qualquer movimentação hospitalar chama atenção política e midiática, dada sua relevância pública.
Aos poucos, outras autoridades demonstraram solidariedade e preocupação pública. Parlamentares e aliados emitiram mensagens de apoio nas redes sociais, pedindo orações e expressando esperança por estabilização do quadro.
Por ora, não houve pronunciamento oficial da equipe médica que acompanha Bolsonaro, tampouco divulgação detalhada de laudos ou exames que justifiquem a crise mais recente. A expectativa gira em torno dos dados que serão coletados por Birolini.
Entre os desafios clínicos, está distinguir uma crise isolada de algo que possa demandar intervenção rápida, como sangramentos internos, perfurações ou processos infecciosos silenciosos. Em pacientes com histórico complexo, diagnósticos rápidos são cruciais.
De Brasília a Brasília política, a repercussão da nova crise foi imediata. Mídia nacional dedicou espaço de destaque ao assunto, e a opinião pública acompanhou com apreensão os relatos da família, buscando transparência sobre o estado de saúde.
Analistas comentam que, se ele necessitar de internação, haverá impacto institucional: prazo de comunicação, escolha de hospital adequado, logística e segurança para transporte e atenção médica. Tudo isso entrará no radar das autoridades.
Enquanto isso, Bolsonaro permanece sob observação, e a família aguarda desfechos favoráveis. Nas próximas horas, espera-se que a equipe médica divulgue nota oficial com diagnósticos preliminares e próximos passos do tratamento.

