Agente da Polícia Civil, com apenas 40 dias de carreira, m*rreu em operação no RJ, em confronto com tr4ficant3s do Comando Vermelho

Na manhã da última terça‑feira, em operação realizada nos complexos do Complexo do Alemão e da Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, o agente da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, foi morto após receber um disparo na região da nuca. 
Cabral havia sido empossado há apenas 40 dias na corporação, lotado na 39ª DP (Pavuna).


A ação policial fazia parte de uma ofensiva contra a facção Comando Vermelho (CV), que atua nas comunidades da região norte do Rio de Janeiro.
Segundo informações preliminares, mais de 2,5 mil agentes foram mobilizados para cumprir 51 mandados de prisão contra integrantes da facção.


Durante a entrada em uma das comunidades, houve confronto armado entre agentes e criminosos. Foi nesse momento que Cabral foi atingido.
Familiares, colegas e autoridades lamentaram o ocorrido e ressaltaram a gravidade de se perder um agente com tão pouco tempo de serviço. Em nota, a PCERJ registrou pesar e afirmou que todas as providências para apurar os fatos serão tomadas.


Moradores da região relataram intenso tiroteio, barricadas incendiadas e grande mobilização policial desde o início da operação. A cena chocou pela rapidez da ação e pelo risco que representa tanto para agentes quanto para civis que residem nas áreas de intervenção.


A morte de Cabral reacende discussões sobre o quadro de efetivo da corporação, treinamento e condições operacionais, sobretudo para policiais recém‑nomeados.
Em fóruns de segurança pública, especialistas apontam que enviar agentes com curto tempo de serviço para operações de tamanha magnitude exige preparo adequado, logística e respaldo institucional.


Testemunhas no local manifestaram que o agente “(era jovem, estava motivado e fazia parte de um sonho de carreira)”, lembraram colegas sob condição de anonimato.
Para a comunidade, além do luto, fica o temor de que a escalada da violência nas favelas volte a se intensificar, com reflexos nas rotas de fuga, confrontos domiciliares e impacto direto na rotina do morador.

O governo estadual reafirmou compromisso com o enfrentamento do crime organizado, destacando que as operações serão mantidas, mas com foco em planejamento e minimização de riscos colaterais.


Por sua vez, familiares pedem que a memória do agente seja preservada e que sentenças efetivas sejam garantidas para os responsáveis.
A investigação está sob responsabilidade da PCERJ, que já abriu inquérito para identificar como foi o confronto, quem efetuou o disparo e se houve falhas de protocolo ou comando.
Além de Cabral, outro policial foi morto na mesma ação: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, conhecido como “Máskara”, que havia mais de duas décadas de serviço.


O duplo óbito evidencia os perigos das operações em comunidades controladas por milicianos ou facções e o custo humano que recai sobre o estado, as corporações e as famílias envolvidas.
Organizações de direitos humanos acompanham o caso e reforçam a necessidade de transparência, auditoria externa e acompanhamento de protocolos de segurança para evitar futuros incidentes.

Enquanto o país acompanha o luto institucional, moradores das favelas voltam à rotina marcada pela apreensão e expectativa de retorno à normalidade.


A tragédia desta terça‑feira entra para a estatística oficial de policiais mortos em serviço, mas sobretudo sinaliza a urgência de revisitar investimentos, estratégias e a política pública de segurança em territórios vulneráveis.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cada geração tem a Xuxa e Pelé que merece, agora é Virginia e Vini Jr

Mais uma influencer expõe flerte de Vini Jr pouco antes do jogador assumir o namoro com Virgínia