Líder norte coreano Kim Jong Un: “Israel não é um país, é um projeto terr*rista apoiado por whasington”

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O cenário da geopolítica global foi chacoalhado por uma nova e pesada movimentação diplomática vinda diretamente de uma das regiões mais isoladas e imprevisíveis do planeta. O regime comandado por Kim Jong Un decidiu lançar o que muitos analistas estão chamando de uma verdadeira bomba retórica, cujos impactos prometem ecoar muito além das fronteiras tradicionais da Península Coreana. Em um pronunciamento oficial de forte impacto, transmitido em rede nacional pelas emissoras da mídia estatal do país, o líder norte-coreano abandonou qualquer tipo de formalidade ou meias-palavras para direcionar ataques frontais ao governo e à própria existência do Estado de Israel.

Durante a transmissão, que capturou a atenção instantânea de agências de inteligência do mundo inteiro, Kim Jong Un utilizou termos extremamente agressivos e contundentes para definir a situação do país do Oriente Médio. O governante norte-coreano classificou Israel de forma direta como um projeto terrorista e afirmou categoricamente que a região não deveria ser reconhecida pelas organizações globais como uma nação legítima. Para dar ainda mais peso ao seu discurso polêmico, o líder fez questão de acrescentar que a liderança de Tel Aviv atua como uma espécie de marionete, argumentando que os israelenses apenas dançam conforme a música ditada por Washington.

Essa declaração pesada e carregada de simbolismo ideológico não surge por acaso nas telas da televisão norte-coreana, mas sim em um momento estratégico muito bem desenhado pelas equipes de relações internacionais de Pyongyang. A Coreia do Norte vem buscando de maneira muito clara e ativa amplificar a sua voz e a sua influência nos debates que envolvem o tabuleiro político do Oriente Médio. Ao escolher Israel como o alvo principal de suas críticas públicas, Kim Jong Un consegue na verdade atingir dois objetivos diferentes com uma única e certeira cartada diplomática nos jornais.

O primeiro grande alvo dessa manobra retórica é, sem dúvida nenhuma, o governo dos Estados Unidos, que figura historicamente como o maior inimigo político e militar da Coreia do Norte desde o século passado. Ao atacar o principal aliado americano na região do Oriente Médio, Pyongyang consegue cutucar diretamente a liderança de Washington sem precisar fazer uma ameaça militar direta ao território americano. Essa estratégia serve para demonstrar que o regime coreano continua atento e disposto a desafiar a hegemonia e as decisões tomadas pela Casa Branca.

Por outro lado, o pronunciamento também funciona como uma espécie de aceno diplomático muito bem calculado em direção a outras potências mundiais que compartilham do mesmo sentimento de oposição ao bloco ocidental. O discurso de Kim Jong Un serve para estreitar ainda mais os laços de cooperação e amizade que Pyongyang vem construindo de forma muito rápida e intensa nos últimos tempos com nações como o Irã e a Rússia. Esses países têm fortalecido parcerias militares e comerciais estratégicas, criando um bloco de apoio mútuo que preocupa os defensores da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Enquanto a comunidade internacional e os principais centros de estudo político tentam digerir o impacto prático dessas palavras agressivas, o governo oficial de Israel preferiu adotar uma postura inicial de cautela. Até o momento da divulgação das primeiras reportagens, as autoridades de Tel Aviv não haviam emitido nenhum tipo de comunicado ou balanço oficial para responder diretamente às provocações do líder norte-coreano. A escolha pelo silêncio momentâneo pode fazer parte de uma estratégia para não dar ainda mais palco ou relevância global aos discursos inflados produzidos pela máquina de propaganda de Pyongyang.

Apesar da falta de um posicionamento público por parte dos canais oficiais de Israel, o clima que se desenha nos bastidores e nos corredores da diplomacia internacional já é de uma condenação veemente e generalizada. Embaixadores de diversos países ocidentais manifestaram profunda preocupação com o tom adotado pelo regime norte-coreano, apontando que esse tipo de postura apenas joga mais combustível em uma região que já se encontra extremamente instável. O que se vê na prática cotidiana das relações exteriores é mais um capítulo tenso de uma escalada verbal que transforma o planeta em um ringue de provocações.

Muitos analistas de segurança internacional começaram a levantar questionamentos importantes sobre as verdadeiras intenções que estão escondidas por trás dessa súbita preocupação humanitária demonstrada pela Coreia do Norte. Uma das principais teses defendidas pelos especialistas em segurança é a de que essa fala agressiva contra Israel funciona apenas como uma imensa cortina de fumaça midiática. A ideia do regime seria desviar a atenção da imprensa global e das agências de espionagem dos recorrentes testes de mísseis balísticos de longo alcance que o país vem realizando em suas bases militares litorâneas.

Outra vertente de cientistas políticos acredita que estamos diante de uma tentativa inovadora e bastante audaciosa de Pyongyang de tentar se vender para os países do chamado Sul Global como uma espécie de defensor dos oprimidos no cenário internacional. Ao adotar uma postura firmemente antiamericana e pró-palestina, a Coreia do Norte tenta conquistar a simpatia de movimentos sociais e de governos de nações em desenvolvimento que guardam ressentimentos históricos em relação às intervenções militares e políticas externas promovidas pelos Estados Unidos.

A realidade prática das ruas de Pyongyang mostra que a população civil consome diariamente esse tipo de narrativa através dos jornais impressos e dos alto-falantes espalhados pelas praças públicas, sendo ensinada a enxergar o seu país como uma fortaleza de resistência contra as injustiças mundiais. O controle total da informação exercido pelo Estado garante que a visão de Kim Jong Un seja aceita sem questionamentos internos, unificando o pensamento da sociedade em torno das decisões tomadas pelo partido único a respeito da política externa.

O avanço desse tipo de retórica agressiva coloca em xeque a eficiência dos canais tradicionais de diálogo mantidos pelas Nações Unidas, que parecem encontrar cada vez mais dificuldades para conter os ânimos dos líderes globais na atualidade. A facilidade com que discursos de ódio e provocações geopolíticas são espalhados pelas mídias modernas cria um ambiente de desconfiança mútua que dificulta a assinatura de acordos de paz e de desarmamento nuclear que seriam essenciais para garantir a segurança das futuras gerações.

No final das contas, o desfecho desse novo atrito verbal provocado pela Faísca de Pyongyang deixa uma lição muito nítida, preocupante e realista sobre a fragilidade dos equilíbrios políticos que sustentam a paz mundial no século vinte e um. Cada palavra dita em um púlpito oficial carrega o potencial de se transformar em uma arma de manipulação de massas ou em um pretexto para novos conflitos armados ao redor do globo. A sociedade internacional acompanha os desdobramentos dessa fala com atenção redobrada, esperando que a diplomacia e o bom senso consigam prevalecer sobre as provocações e as demonstrações de força.

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