Dados do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (Sicom) mostram que a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) destinou R$ 984,8 milhões para publicidade em emissoras de televisão desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os números indicam que três das maiores redes de TV do país concentraram a maior parte desses recursos.
De acordo com os registros, Globo, Record e SBT receberam juntas aproximadamente R$ 889,6 milhões em investimentos publicitários federais. O montante corresponde a cerca de 90% de toda a verba aplicada pela Secom em campanhas veiculadas na televisão durante o período analisado.
Entre as emissoras contempladas, a TV Globo aparece como a principal destinatária dos recursos. Os dados apontam que a empresa recebeu quase metade de todo o valor direcionado à publicidade televisiva do governo federal.
A distribuição das verbas segue critérios estabelecidos pelos órgãos responsáveis pela comunicação institucional, que podem incluir fatores como alcance de audiência, cobertura geográfica, perfil do público e planejamento das campanhas.
Os números divulgados pelo Sicom, entretanto, abrangem apenas os gastos realizados diretamente pela Secom.
Eles não incluem investimentos publicitários feitos por empresas estatais federais, como a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Dessa forma, o volume total de recursos públicos destinados à publicidade pode ser superior ao valor registrado nos relatórios analisados.
A divulgação dos dados ocorre em um contexto de preparação para as eleições presidenciais de 2026. Como tradicionalmente acontece em períodos pré-eleitorais, campanhas institucionais e ações de comunicação do governo tendem a receber atenção especial por parte de órgãos públicos, veículos de imprensa, partidos políticos e entidades da sociedade civil.
A distribuição de verbas publicitárias governamentais é um tema frequentemente acompanhado por órgãos de controle, especialistas em comunicação e observadores do cenário político.
Os debates costumam envolver aspectos relacionados à transparência dos gastos públicos, aos critérios de distribuição dos recursos e ao papel da publicidade institucional na divulgação de programas, serviços e ações do governo federal.