Apenas 3,9% dos lares de Santa Catarina recebem Bolsa Família, mostra levantamento

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Santa Catarina registrou, em 2025, o menor índice de participação no Bolsa Família entre todos os estados brasileiros. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que apenas 3,9% dos domicílios catarinenses recebem o benefício, percentual significativamente inferior à média nacional, que alcança 17,2% dos lares do país.

O levantamento integra uma análise mais ampla sobre programas de transferência de renda e evidencia diferenças regionais na distribuição dos benefícios sociais.

Além do Bolsa Família, Santa Catarina também aparece na última posição quando são considerados outros auxílios federais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade econômica.

Os números refletem características socioeconômicas específicas do estado. Entre os fatores apontados para explicar a menor presença desses programas estão os níveis mais elevados de renda média da população e a maior participação dos trabalhadores no mercado formal de emprego.

Esses indicadores costumam influenciar diretamente os critérios de elegibilidade para benefícios assistenciais, que são direcionados principalmente a famílias de baixa renda.

O cenário catarinense contrasta com o observado em diversas regiões do país, onde a dependência de programas de transferência de renda é mais expressiva.

Em estados com maiores índices de vulnerabilidade social, a proporção de famílias atendidas pelo Bolsa Família supera de forma considerável a média registrada em Santa Catarina.

No ranking nacional, Santa Catarina ocupa a última colocação em participação no programa. Logo acima aparecem São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, unidades da federação que também apresentam percentuais abaixo da média brasileira.

Os dados do IBGE ajudam a traçar um panorama das condições econômicas e sociais do país, permitindo avaliar a distribuição dos programas de assistência entre as diferentes regiões.

O levantamento também serve como base para análises sobre renda, emprego e acesso às políticas públicas voltadas ao combate à pobreza e à redução das desigualdades sociais no Brasil.

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