Cinco anos, um celular antigo e uma rotina construída com disciplina marcaram a trajetória de Wesley de Jesus Batista até a aprovação em Medicina na Universidade de São Paulo (USP).
O estudante iniciou sua preparação de forma independente, organizando os estudos no período da madrugada, por volta das 5h da manhã.
Sem acesso a computador em casa, utilizava um celular simples para acompanhar aulas gratuitas disponíveis na internet e complementar o aprendizado com materiais impressos e livros recebidos por doação.
Morador de Salvador, Wesley é filho de um pedreiro e de uma empregada doméstica. Durante a preparação para o vestibular, manteve uma rotina constante de estudos ao longo de vários anos, conciliando as limitações de recursos com a busca por desempenho acadêmico. A estratégia adotada envolvia repetição de conteúdos, revisão frequente e uso de plataformas educacionais acessíveis.
Ao longo desse período, o estudante conseguiu desenvolver uma base sólida de conhecimento em diferentes áreas cobradas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O desempenho final resultou em nota máxima em três das áreas avaliadas, o que contribuiu para a conquista de uma das vagas mais disputadas do país.
A aprovação em primeiro lugar no curso de Medicina da USP representou um marco na trajetória acadêmica de Wesley e também na história de sua família, sendo a primeira vez que um membro alcança o ingresso em uma universidade pública.
Após a aprovação, o estudante se prepara para a mudança de cidade, deixando Salvador para iniciar a graduação em São Paulo. O curso de Medicina possui duração média de seis anos, período em que os alunos passam por formação teórica e prática antes da atuação profissional.
A trajetória evidencia o uso de recursos simples aliados à organização pessoal e à constância nos estudos ao longo do tempo. O caso também ilustra como diferentes formas de acesso ao conteúdo educacional podem ser utilizadas na preparação para processos seletivos de grande concorrência no ensino superior brasileiro.